Notícias

(24/07/2026) Disponibilização do website ofical do evento.
(24/07/2026) Disponibilização da plataforma de inscrição e submissão.
(24/07/2026) Inicío dos trabalhos de divulgação do evento.










Sobre o Evento

XIX SIMPURB - SIMPÓSIO NACIONAL DE GEOGRAFIA URBANA

De 20 a 25 de março de 2027 - Instituto de Geociências, UNICAMP, Campinas – São Paulo


"Espaço e tempo na urbanização do século XXI"


A Universidade Estadual de Campinas – UNICAMP receberá, com grande responsabilidade e entusiasmo, a XIX edição do Simpósio Nacional de Geografia Urbana (SIMPURB). Trata-se de um evento de relevância nacional e internacional, que tem como objetivo desvendar a forma e o conteúdo de contradições, conflitos, tendências, formas de organização social, política e econômica, decorrentes da produção e consumo do espaço urbano. Há décadas vem propiciando fecunda interação entre pesquisadores e movimentos da sociedade, possibilitando avançar com o conhecimento crítico sobre a urbanização, as cidades, o urbano e as alternativas à construção de um outro futuro.

O XIX SIMPURB tem como ênfase trazer aportes sobre o espaço tempo da urbanização e assim contribuir para a compreensão de temáticas significativas relativas ao urbano e à cidade, problematizando e refletindo sobre a conjuntura crítica enfrentada pela sociedade nas últimas década diante da aceleração digital, da financeirização, da concentração e centralização do capital, das privatizações e desmanche dos direitos sociais, das mudanças climáticas, entre outros processos. O evento segue, assim, com a preocupação de analisar os processos que promovem alterações de forma e conteúdo do espaço urbano em contexto de capitalismo neoliberal. Nessa perspectiva, são fundamentais os debates que permitem compreender os lugares, as paisagens urbanas, os territórios e seus usos, as redes e suas conexões; os agentes, o Estado, as normas, as leis e os sujeitos históricos em resistência nas diferentes escalas e perspectivas de análises.

No século XXI, o processo de urbanização expandiu os conflitos de diferentes classes sociais sobre o espaço urbano, tornando mais distante a possibilidade de se ter o direito à cidade ou de se atingir a função social da propriedade e da cidade, que se tornou prioritariamente instrumento formal do planejamento urbano. Se expandem os processos de plataformização e de financeirização, impulsionando um urbanismo neoliberal que prima em fragmentar a cidade e o tecido social, dificultando ainda mais o acesso a uma cidade justa e ao exercício da cidadania plena.

Assim, novas questões se adicionam à histórica falta de moradias adequadas, ao desemprego e à informalidade, à precariedade de transportes coletivos, à insuficiência de saneamento básico, saúde, educação e de políticas públicas. Emergem novos elementos e dinâmicas nas periferias urbanas, entrecruzando redes legais e ilegais, assim como uma miríade de novos ativismos e movimentos em luta contra as desigualdades históricas e por um novo projeto de cidade.

Para entender a complexidade do tempo presente, o XIX SIMPURB visa contribuir, portanto, com o debate sobre o espaço urbano em suas diversas escalas, sendo também um meio para se difundir um conhecimento viabilizador de práxis transformadoras, vislumbradas na multiplicidade de práticas sociais urbanas. O evento está estruturado para: propiciar interações entre docentes, pesquisadores, estudantes brasileiros e estrangeiros de Geografia e áreas afins por meio de mesas redondas e grupos de trabalho, bem como para estabelecer diálogos provocativos com representantes de movimentos sociais, de governo e de órgãos e instituições governamentais e não governamentais com mesas de diálogos entre outras tantas atividades. Reafirmamos, neste sentido, o compromisso da UNICAMP com a produção de excelência acadêmica e relevância da Geografia Urbana brasileira. Esperamos todos e todas!!!







Datas Importantes

Fique atento às datas importantes, em especial a data limite de submissão de trabalhos.

30 de setembro de 2026

Data limite para submissão de trabalhos.

31 de agosto de 2026

Data limite para inscrição com desconto - primeiro lote.

15 de novembro de 2026

Divulgação dos trabalhos aceitos pelo comitê científico.

13 de dezembro 2026

Data limite para inscrição de pelo menos um dos autores do trabalho aceito.













GRUPOS TEMÁTICOS



Essa edição do XIX SIMPURB - SIMPÓSIO NACIONAL DE GEOGRAFIA URBANA vai contar com 29 Grupos Temáticos. Os autores devem enviar seus trabalhos para um destes temas e isso deve ser feito pela plataforma de submissão do evento.

Os títulos e as sinópses dos conteúdos que serão contemplados dentro de cada dos grupos temáticos estão todos detalhados logo abaixo.

GT01. Agricultura urbana e equidade na produção do espaço

Heloisa Soares de Moura Costa (UFMG)
Rita de Cássia Martins Montezuma (UFF)
Iara Rafaela Gomes (UFC)
Luciana Corrêa do Lago (UFRJ)
Daniela Adil Oliveira de Almeida (UFMG)

Exercida nas cidades desde tempos imemoriais, a agricultura urbana (AU) constitui prática popular que vem ganhando significativa visibilidade, principalmente quando incentivada por iniciativas coletivas públicas e comunitárias..Experiências de AU buscam resgatar a conexão com a natureza - acesso à terra, à água e outros insumos -; com outras cosmologias; com outras economias populares e solidárias; com perspectivas do cuidado - família, moradia/lote, natureza -; com formas de organização coletiva conectadas ao território; com construção social de mercados, entre outras. A preocupação com acesso universal à alimentação adequada emerge como direito humano fundamental que articula vários elementos da reprodução social: saúde coletiva, segurança alimentar e nutricional, políticas territoriais, redefinição e resgate de políticas públicas, resgate de memória e ancestralidade, práticas cotidianas urbanas e rurais. Teria a AU capacidade de contribuir para restaurar a ruptura metabólica crescente entre urbanização e natureza, de reforçar a construção de uma urbanização mais justa e includente, a partir de sistemas alimentares alternativos, resgatando saberes e práticas populares tradicionalmente invisibilizados - de mulheres, de populações tradicionais, indígenas, de matriz africana? Que importância têm quintais, terreiros, quilombos, hortas comunitárias coletivas ou institucionais, dentre outros espaços naturais e construídos para a sustentabilidade urbana e a saúde coletiva? Que políticas públicas imaginadas ou em curso contribuem nessa direção? Como experiências de AU alimentam estratégias de autogestão, de solidariedade, de mobilização social e articulações em rede, resgatando as periferias como espaços de invenção, epistemologias e não apenas carências? Partindo de perspectivas da ecologia política urbana, da produção do espaço e da reprodução ampliada da vida, o GT convida todes para explorar estas conexões em diálogo com transformações da urbanização contemporânea e com estratégias e conquistas de resistência, cuidado e reinvenção da vida, face às persistentes e cumulativas desigualdades, da intolerável segregação socioespacial, da emergência climática, da intolerância e da violência.

GT02. Agronegócio globalizado, urbanização e reestruturação urbano-regional e das cidades

Denise Elias (UECE)
Mirlei Fachini Vicente Pereira (UFU)
Rogério Leandro Lima da Silveira (UFPEL)
Vicente Eudes Lemos Alves (Unicamp)

O Grupo de Trabalho objetiva aprofundar os debates teóricos e metodológicos sobre as relações entre cidades e regiões produtivas que se alicerçam muito fortemente nas atividades associadas ao agronegócio globalizado, calcadas no tripé reestruturação produtiva, neoliberalismo e capital financeiro. Entre os principais temas que orientam a inscrição de trabalhos neste GT, destacamos: - Produção agropecuária globalizada, relações campo-cidade e reestruturação urbano-regional; - Expansão do agronegócio e da urbanização: agentes, dinâmicas e repercussões nos territórios regionais; - A divisão territorial do trabalho e o funcionamento da rede urbana nas regiões produtivas do agronegócio; - Consumo produtivo do campo, especialização da cidade e circuitos da economia urbana; - A cidade na gestão do agronegócio globalizado; - A produção agropecuária em rede: os circuitos espaciais de produção de commodities; - Agronegócio globalizado e urbanização corporativa; - Especialização em commodities e vulnerabilidade das cidades e regiões; - Desigualdades socioespaciais nas cidades do agronegócio; - Agricultura, logística e circuitos de distribuição urbanos metropolitanos.

GT03. Análise socioespacial urbana com sistema de informações geográficas

Ederson Nascimento (UFFS)
Flávia da Fonseca Feitosa (UFABC)
Marcos Esdras Leite (Unimontes)
Silas Nogueira de Melo (UEMA)

A emergência das novas tecnologias de informação e comunicação tem gerado impactos profundos no campo dos estudos urbanos que ainda são pouco abordados pela Geografia. Além dos cadastros e estatísticas públicas, o avanço no uso de dados inovadores - como os de “Informação Geográfica Voluntária”, “raspagem de dados web”, conteúdos de mídias sociais e iniciativas de “Coleta Coletiva de Dados” e “Ciência Cidadã” - estão sendo cada vez mais incorporados aos Sistemas de Informações Geográficas (SIG) para análises do espaço geográfico. Assim, considerando a importância das cidades na formação socioespacial brasileira e as desigualdades e diferenciações socioespaciais que marcam seus subespaços (tanto no nível intraurbano como no plano regional), este grupo de trabalho visa contribuir para promover esta perspectiva analítica na pesquisa em Geografia Urbana, reunindo estudos centrados na análise socioespacial do espaço urbano com uso de SIG. A temática congrega uma agenda frutífera de investigações concernentes à compreensão de espacialidades urbanas, dentre as quais se pode mencionar: - avaliação da distribuição de serviços, equipamentos e investimentos públicos e privados; - caracterização de perfis sociodemográficos das populações e sua correlação com aspectos da organização espacial (incluindo a identificação de possíveis padrões de desigualdade e segregação), a partir de variáveis censitárias ou cadastrais; - uso de técnicas de interpolação espacial a partir de dados pontuais (amostrais ou de eventos) para análises de tendências espaciais (preços do solo urbano, exposição a fatores de vulnerabilidade/risco socioambiental, criminalidade etc.); - mensuração e representação espacial de rotas e fluxos (de pessoas, transportes, informações etc.); - operações de avaliação multicritério, adequadas para orientar a dotação de investimentos; - análises de autocorrelação espacial de fenômenos em âmbitos intraurbano e regional, e; - avaliação crítica sobre a influência da chamada “Revolução dos Dados” no planejamento e gestão urbanos e a compreensão do fenômeno das “Cidades Inteligentes” (Smart Cities).

GT04. Brasil não-metropolitano: temporalidades e espacialidades urbanas

Mayara Mychella Sena Araújo (UFBA)
Rizia Mendes Mares (UPE)
Janio Roque Barros de Castro (UNEB)
Jovenildo Cardoso Rodrigues (UFPA)
Carlos Alexandre de Bortolo (Unimontes)

Continuando às discussões iniciadas em 2017, este GT busca um (re)posicionamento quanto ao entendimento do espaço-tempo dialetizado, relacional, diferencial, histórico e socialmente produzido pelas/nas cidades médias e pequenas, cujos desdobramento emergem das contradições e desigualdades atinentes ao capitalismo em realidades não-metropolitanas. E a crise urbana nos leva a várias reflexões, especialmente àquelas que envolvem as multiplicidades de abordagens sobre as transformações físico-territoriais, sociais, econômicas, de raça e gênero que incidem nos espaços não-metropolitanos. Portanto, nosso objetivo é abordar as cidades médias e pequenas, reunindo pesquisadores da Geografia e ciências correlatas para expor e debater os resultados de pesquisa e pautas necessárias para contribuir na compreensão, gestão e planejamento desses espaços. Nessa direção, a proposta é identificar as interações e experiências espaço-temporais produzidas por/nas cidades médias e pequenas e avaliar em que medida elas alteram-se (ou não) frente a esses processos, com base nos eixos: 1) Produção do espaço e novas dinâmicas nas escalas intraurbana e urbano-regional; 2) Desigualdades, segregações e fragmentações socioespaciais, com foco nas lutas de classe; e 3) Espaço, diferença e poder: raça, gênero, religião e interseccionalidades. Não obstante a complexidade e atualidade dos temas, incluindo os desafios contemporâneos e o caráter interescalar e transescalar do debate, o grupo reunirá esforços coletivos no intuito de avançar na reflexão sobre médias e pequenas cidades do Brasil e contribuir para a análise da sociedade e do mundo contemporâneos, com um olhar que vem da realidade urbana não-metropolitana.

GT05. Cidades médias e reestruturação urbana: tendências empíricas e desafios teóricos

Maria Encarnação Beltrão Sposito (UNESP)
Oscar Alfredo Sobarzo Miño (UFS)
Saint-Clair Cordeiro da Trindade Junior (UFPA)
Vitor Koiti Miyazaki (UFU)
William Ribeiro da Silva (UFRJ)

A temática da urbanização orientada pelo desenvolvimento do capitalismo industrial caracterizou-se pelo intenso crescimento do número e do tamanho das cidades, levando à intensificação do processo e à mudança de sua qualidade, o que foi expresso pelo papel protagonista exercido pelas metrópoles no que se refere ao comando econômico e político, e, sobretudo, aos modos de ser, pensar e viver da sociedade. As redefinições pelas quais o modo de produção vem passando, nas últimas décadas, constituem um novo momento, o que se reflete e se apoia na própria reestruturação urbana e das cidades. Há uma nova divisão interurbana do trabalho e uma nova divisão social e econômica dos espaços urbanos, o que tem rebatimento nos papéis exercidos por todas as cidades das redes e sistemas urbanos. A compreensão dos territórios exige ferramentas conceituais e metodológicas mais amplas capazes de apreender os papéis das cidades médias, aquelas que desempenham funções de intermediação na rede urbana e que vêm revelando o escopo de tais mudanças, num período de intensificação das relações internacionais, sob a égide da globalização. Algumas delas ampliam seus papéis, outras perdem posição na hierarquia urbana, várias se articulam não apenas no âmbito das redes a que pertencem, mas também na escala internacional, além de expressarem conteúdos e agentes econômicos regionais relevantes em suas conexões com as metrópoles. Tendo em vista este quadro, o modo como as articulações entre escalas geográficas efetuam-se no período atual requer a ampliação e o aprofundamento da reflexão sobre as relações entre cidades e entre elas e o campo. Nesse contexto, ocorrem amplas alterações acerca da localização industrial, da atividade comercial e dos serviços, com operações em redes por grandes e médias companhias (regionais, nacionais ou internacionais), tais como os shopping centers, hipermercados, sistema de franquias etc. Por fim, é importante reconhecer o legado dos estudos relativos às metrópoles, tanto no plano conceitual como no plano empírico, mas destacar que a construção de uma ampla teoria sobre a urbanização exige a leitura ampla das redes e sistemas urbanos. Como refletir sobre as cidades médias numa teoria da urbanização para o Século XXI? Quais conceitos poderiam ser propostos para embasamento teórico da análise? Quais práticas metodológicas estariam relacionadas a estes instrumentos teóricos? Como avançar das noções em uso para conceitos articulados a teorias?

GT06. Crise e crítica: a urbanização contemporânea e os limites da reprodução social

Daniela Dias Marinho (USP)
Evânio dos Santos Branquinho (UNIFAL)
James Amorim Araújo (UNEB)
Lourdes de Fátima Bezerra Carril (UFSCAR)
Marcio Rufino Silva (UFRRJ)

A negação da cidade enquanto obra advém de sua captura pela reprodução capitalista e a consequente submissão à forma mercadoria. As equivalências desse processo configuram um tipo de alienação espacial, na qual a tessitura têmporo-espacial, própria de um tempo diferencial, é aplainada em favor de um estilo abstrato de vida. Com efeito, o cotidiano assim vivido é simulacro, mas uma totalização assim requereria um sistema de cuja constituição duvida-se, dado que existem outros processos irredutíveis à forma mercadoria. A generalização desse modo de produção, que corresponde à ascensão do moderno pela incorporação da ciência e da tecnologia na reprodução em geral, redefine o lugar da cidade e do urbano na reprodução da sociedade. Nestes termos, a acumulação de capitais e a reprodução sempre ampliada criam necessidades e descompassos que, desde muito cedo, se revelariam críticos. Esse deslocamento das bases originais da produção capitalista fica despercebido (invisibilizado), porque há uma tendência a naturalizar esse movimento, que consiste nas sucessivas metamorfoses do uso do tempo e do espaço social. Na verdade, a submissão do tempo e do espaço pelas determinações da reprodução capitalista cria a escassez de ambos. A luta pelo tempo e pelo espaço, por meio de embates em torno dos ritmos, é a forma como se atualiza a luta de classes. A produção do urbano está no plano da dialética do possível-impossível, de seus encontros e desencontros, aberturas e embotamentos. Acessá-lo implica um horizonte de interpretação que não tome o presente como absoluto; trata-se do horizonte da presença, o que não dispensa a regressão de campos espaço-temporais pregressos. Assim, tensionam-se crise e crítica, expondo os limites do empirismo de boa vontade e do pensamento abstrato em si. O horizonte do debate necessário adere ao plano do categorial e conceitual, como acesso em profundidade de conteúdos determinados, de novos conteúdos.

GT07. Economia urbana, trabalho, comércio e consumo

Ângelo Szaniecki Serpa (UFBA)
Fabio Tozi (UFMG)
Juscelino Eudâmidas Bezerra (UNB)
Márcio José Catelan (UNESP)
Maria Laura Silveira (CONICET-UBA)

A temática deste GT é ampla e abrange conteúdos fundamentais para o entendimento do espaço urbano no mundo contemporâneo. Esse grupo de trabalho está aberto ao debate entre as várias correntes de pensamento da Geografia Urbana voltadas para essa temática específica, com suas novas problematizações e debates interdisciplinares para o entendimento das atuais conjunturas socioespaciais e políticas que alteram a vida coletiva urbana. Em síntese, as novas formas e processos que atingem a economia urbana, o trabalho, o comércio e o consumo no período atual tornam-se elementos fundamentais na formulação e reelaboração de teorias sobre a urbanização e a cidade. Daí a importância de reunir reflexões conceituais e estudos empíricos que deem ênfase a esses aspectos. Consideramos importante destacar algumas questões relevantes – diante da diversidade de problemas a serem tratados por esse GT – para que possamos conferir certa unicidade ao debate a ser desenvolvido. A maneira como as forças produtivas de uma sociedade se encontram organizadas para a sua reprodução se constitui em ponto de partida para se entender o espaço apropriado para esse fim. O espaço urbano, fruto das relações de produção existentes no atual momento de desenvolvimento do capitalismo, é a condição fundamental para sua reprodução. Observa-se, cada vez mais claramente, que nesse momento de financeirização do sistema capitalista, e consolidação do chamado capitalismo de plataforma, o espaço urbano passa a ter uma importância vital na condição de mercadoria para a reprodução do capital. A financeirização da economia alterou as condições de trabalho não apenas em suas dimensões técnicas e territoriais, como também no que tange à participação nos frutos da produção; as desregulamentações ocorridas no âmbito trabalhista revelam uma precarização que se acentua a cada dia. Tudo isto busca atender às receitas impostas pelo neoliberalismo que só tem aumentado a concentração financeira. No âmbito comercial, isto se torna evidente no espaço urbano. Mudanças substantivas no sistema de distribuição estão reconfigurando as bases territoriais. Surgem novas firmas e formas de trabalho artesanais e comerciais, atuando em diversas escalas geográficas, criando associativismos e relações em rede, gerando concentrações no espaço urbano de caráter multifuncional, ampliando a complexidade entre a estruturação e as articulações no espaço, consolidando a diferenciação espacial entre a hierarquia e heterarquia urbanas. A concentração financeira, dado basilar das novas estruturas empresariais, polariza a distribuição correspondente ao pequeno comércio e às formas mais simples de produção de mercadorias (a artesanal), evidenciando uma mutação comercial que associa o setor privado da economia a ações públicas mediante políticas de reestruturação urbana que requalificam e revalorizam o espaço. Em face dessa dualidade nas cidades e na distribuição, o comércio popular também se reorganiza, instituindo novas formas de inserção na economia urbana, capitalizando- se e incorporando técnicas e logísticas de distribuição. Esses espaços produtivos e/ou comerciais se constituem na condição de reprodução social futura. No que tange ao consumo urbano, as mutações também se tornaram evidentes. As redes globais de informação dão forma a novos consumidores cuja participação na sociedade assume proeminência nas estratégias mercantis. Somam-se a isso as dimensões econômica e social e a valorização de uma cultura do consumo. Diante da multiplicidade de mercadorias a consumir o indivíduo define-se como um elemento fundamental no processo que envolve produção, distribuição e consumo urbanos e as marcas nesse aspecto tem um papel relevante, não só nas mercadorias de consumo imediato, mas também porque passam a “marcar” determinados espaços urbanos que se tornam referências (como os shopping-centers) para outros espaços da cidade que buscam se assemelhar a eles. Nessas circunstâncias, o espaço da vida cotidiana apresenta-se redefinido e se redefine com muita rapidez. O consumidor está constantemente diante de novas possibilidades de participação no consumo, através do que consolida (ou não) novos espaços comerciais e esta é uma dimensão fundamental ao desenvolvimento do atual momento do capitalismo.

GT08. Espaço urbano, ecologia política e justiça territorial

Ester Limonad (UFF)
Cláudio Luiz Zanotelli (UFES)
Leandro Dias de Oliveira (UFRRJ)

Na contemporaneidade, o espaço social - em especial, o espaço urbano – e o chamado espaço natural tornaram-se estratégicos para a acumulação. Com a financeirização muita coisa é convertida em ativo financeiro mediante a desagregação de relações ancestrais. O quadro contemporâneo de financeirização, de crise urbana, de dilapidação da natureza, de economia destruidora e de sustentabilidade corporativa demanda refletir sobre alternativas transformadoras, que propiciem um (re)encontro sociedade-natureza e um outro desenvolvimento orientado pela construção de uma sociedade justa e equânime. Alternativas emancipatórias são essenciais para se abandonar postulados dogmáticos ideológicos que legitimam a dominação e impedem transformações na vida social. Logo, importa integrar a relação sociedade-natureza com a questão urbana, a ecologia política e a justiça territorial. Trata-se de estimular a reflexão e de investigar experiências e utopias urbanas possíveis, que privilegiem relações sociedade-natureza alternativas e projetos societais equânimes, que fortaleçam a solidariedade social, os movimentos sociais, formas renovadas de produzir o espaço social, formas alternativas de construir a vida material e a r-existência de diferentes grupos sociais, que ressaltem o papel transformador da vida cotidiana para enfrentar o capitalismo em seu processo de desigualdades, de violação de direitos fundamentais e de devastação da natureza.

GT09. Espaço urbano, gênero, sexualidades e racialidades: práticas, experiências e interseccionalidades

Patrícia Helena MilanI (UFMS)
Lorena Francisco de Souza (UFG)
Benhur Pinós da Costa (UFSM/UFRGS)
Anita Loureiro de Oliveira (UFRRJ)
Joseli Maria Silva (UFPR/UEPG)

As geografias feministas e das sexualidades desempenham papel fundamental na renovação teórico-metodológica da ciência geográfica, desde a década de 1970, incorporando os estudos sobre gênero, sexualidades, etnicidades e racialidades. Esse movimento respondeu às transformações sociais contemporâneas, marcadas pela centralidade das desigualdades, discriminações e lutas por reconhecimento e direitos. Ao reconhecer que diferentes grupos sociais produzem espacialidades distintas, a Geografia ampliou sua capacidade analítica, incorporando perspectivas interseccionais e performativas para compreender o espaço como produto e condição de relações de poder. Nesse contexto, este Grupo de Trabalho propõe analisar o espaço urbano como construção social caracterizada por desigualdades de gênero, sexualidades, racialidades e classe. O espaço urbano não apenas reflete, mas também condiciona práticas espaciais, configurando-se como campo de disputas materiais e simbólicas, no qual sujeitos diversos experienciam e o produzem de maneira desigual. O GT busca reunir pesquisas que abordem as corporeidades na produção do espaço urbano, considerando dimensões como mobilidade, acesso a bens e serviços, violência, controle territorial, práticas cotidianas, sociabilidades, formas de (re)existência, produção de territorialidades e disputas por reconhecimento e direito à cidade. Nos interessa também compreender como as dimensões do cuidado e do trabalho reprodutivo são marcadas pelos desafios da vida urbana atual e, ainda, contemplar análises sobre políticas públicas, dinâmicas de exclusão e inclusão e experiências urbanas situadas e corporificadas. Buscamos compreender como normas sociais, dispositivos institucionais e dinâmicas espaciais conformam experiências urbanas diferenciadas, bem como as estratégias e táticas de enfrentamento construídas por sujeitos historicamente marginalizados, especialmente mulheres, pessoas negras e LGBTQIAPN+. Ao promover o diálogo entre diferentes abordagens, o GT contribui para o avanço das discussões críticas na Geografia Urbana, com ênfase na justiça socioespacial e no direito à cidade.

GT10. Financeirização da produção do espaço urbano

Cesar Simoni (USP)
Daniel Sanfelici (UFF)
Eudes Leopoldo (Unifesspa)
Everaldo Melazzo (UNESP)
Fábio Contel (USP)
Luciana Ferrara (UFABC)

Desde a década de 1990, com a criação de marcos regulatórios e de novos instrumentos financeiros e a abertura do território brasileiro para o neoliberalismo, a aproximação entre o imobiliário e o financeiro se intensifica. Com a crise financeira global de 2008, intrinsecamente vinculada à propriedade e ao imobiliário, verifica-se uma articulação mais intensa entre os processos de financeirização e de produção do espaço. Nas cidades e metrópoles este fenômeno amplia-se com a produção imobiliária lastreada pelo uso de uma série de inovações financeiras, como fundos de investimentos imobiliários, os fundos de private equity, as debêntures, os créditos de recebíveis imobiliários, a emissão de ações por incorporadoras, dentre outros. Acrescente-se a isso as formas avançadas de articulação da sociedade com o sistema bancário e financeiro, o crescimento de indivíduos tornando-se investidores, a difusão de modalidades de crédito para consumo e a expansão de plataformas e tecnologias para o uso e a troca de serviços e mercadorias, fenômenos esses que operam diretamente na produção do espaço e evidenciam o processo de financeirização do cotidiano. É evidente que a produção do espaço urbano tem como tendência uma aproximação decisiva com as dinâmicas e agentes da financeirização, tornando a propriedade, a cidade e a natureza em ativos financeiros. A proposta do GT Financeirização da Produção do Espaço Urbano é atualizar a agenda dos debates sobre as interfaces entre o imobiliário e o financeiro, os avanços da articulação entre a sociedade e o mundo das altas finanças, o capitalismo de plataforma e suas vinculações com o processo de financeirização, o uso da natureza como ativo financeiro nos produtos imobiliários, a produção imobiliária de mercado e a financeirização da política habitacional, as recentes estratégias imobiliárias e mecanismos financeiros, as dinâmicas dos mercados imobiliários em diferentes escalas geográficas e a expansão de incorporadoras regionais e nacionais.

GT11. Geografia e apropriação urbana: ensino de cidade e das comunidades tradicionais

Ana Claudia Sacramento (UERJ)
Catia Antonia da Silva (UERJ)
Cristiano Quaresma de Paula (FURG)
Adriana Carvalho Silva (UFRRJ)
Karla Annyelly Texeira de Oliveira (UFG)

A necessidade crescente de problematizar o papel do conhecimento da cidade e de seus temas sobre o urbano e a urbanização no ensino de Geografia e reconhecer as formas de apropriação urbana pelos povos e comunidades, bem como o debate na escola sobre esses povos tradicionais são desafios desse grupo de trabalho. Os dois temas não são novos na Geografia, e apesar do ensino da cidade ser um conteúdo dentro do ensino da geografia escolar, ainda precisa de uma maior reflexão sobre o urbano no Brasil, entre suas diferentes escalas de análises espaciais. Os dois temas se convergem quando buscam dialogar sobre a educação diferenciada, ou seja, aquela que traz nas diretrizes curriculares, as referências culturais das comunidades indígenas, quilombolas, caiçaras, ribeirinhas e pesqueiras. É importante a valorização do lugar, pois muitos desses lugares se encontram em contextos urbanos e metropolitanos, nas periferias e favelas e em contextos de vilas e povoados das cidades pequenas e médias. Esses povos e as escolas vivem na interação com muita dinâmica dos modos de vida urbanos, das inflexões do meio técnico científico informacional e da globalização da economia e da cultura. O GT abraça os seguintes temas: Cidade no ensino de Geografia. Geografia e Pesca artesanal. Comunidades tradicionais e suas relações com a cidade e o urbano. Cidade educadora e educação urbana em diferentes contextos culturais. Sujeitos e apropriação urbana, povos tradicionais, juventudes, crianças. Educação popular. Educação diferenciada. Gestão urbana, escola e formação cidadã. Escola e direito à cidade. Desenvolvimento dos raciocínios geográficos, culturais em contextos urbanos.

GT12. Geografia histórica urbana

Doralice Sátyro Maia (UFPB)
Pedro de Almeida Vasconcelos (UFBA)
Maria Isabel de Jesus Chrysostomo (UFJF/UFV)
Eneida Maria Souza Mendonça (UFES)
Fania Fridmana (IPPUR/UFRJ)

O GT Geografia Histórica Urbana objetiva reunir estudos, análises e ideias que enfatizem a importância das relações entre espaço e tempo a partir das contribuições da Geografia, particularmente de uma Geografia Urbana com perspectiva historica. Ao reconhecer- se que nos feitos humanos a temporalidade da ação adquire materialidade com a aderência ao espaço, percebe-se a necessidade de congregar pesquisadores em um forum para debater as perspectivas teóricas e metodológicas que remetam a análise do espaço urbano a tempos pretéritos. O conhecimento do passado, muito embora seja objeto específico da História, requer um olhar especifico da Geografia, cuja contribuicao vem demonstrando a sua relevância através de obras e de escritos de autores nacionais e internacionais, e reconhecimento nos encontros acadêmicos interdisciplinares. Todavia, verifica-se a necessidade de aprofundar o debate no âmbito da Geografia Urbana para que se possa discutir os pressupostos teóricos, as perspectivas metodológicas e ainda os resultados de analises que contribuam para o fortalecimento deste campo do saber.

GT13. Geografias das lutas e da reprodução social em periferias, favelas e quebradas do Brasil

Thiago Canettieri (UFMG)
Elisa Favaro Verdi (USP)
Timo Bartholl (UFF)
André Santos da Rocha (UFRRJ)

As periferias, favelas e quebradas, enquanto expressões espaciais de r-existência diante da desigualdade social, são marcadas por territorialidades e processos de produção do espaço intimamente relacionados à dinâmica da acumulação de capital. Trata-se de espacialidades que se manifestam como condição das formas capitalistas e a partir das contradições da urbanização capitalista. Apesar disso, podem apontar para formas de subjetividades, de socialização e de organização que desafiam a lógica da urbanização capitalista. Este Grupo de Trabalho propõe colocar em foco o debate sobre os territórios periféricos, favelas e quebradas brasileiras, ressaltando a multiplicidade de formas e processos que as constituem. Buscamos refletir sobre e com as periferias brasileiras a partir da indissociabilidade entre a reprodução das formas sociais capitalistas, as estratégias de reprodução social e as lutas sociais que surgem aqui. O debate proposto articula dimensões fundamentais da geografia urbana: os limites da acumulação; a segregação socioespacial; a vida cotidiana; as micropolíticas da gestão e superação das desigualdades. Nosso objetivo é que, a partir das discussões coletivas do grupo, se possa investigar as transformações da produção do espaço que ocorrem nas periferias, favelas e quebradas. Pretende-se acolher pesquisas que, apoiadas em diferentes metodologias e abordagens teórico-conceituais, possam apontar as tensões, contradições e potencialidades de transformações que são experimentadas no interior dos espaços periféricos frente ao limite do capital. Neste sentido, abre-se a oportunidade de dialogar com diferentes temas, tais como: os movimentos sociais urbanos; a luta pela moradia e as inventividades sociais; a produção e reestruturação de periferias, favelas e quebradas; as disputas hegemônicas frente às periferias; produções culturais periféricas críticas; sociabilidades e gestão alternativa da vida na periferia; a economia popular e crise social; metodologias para leituras das periferias contemporâneas e suas resistências e formas de geração de co-saberes, entre outros.

GT14. Geotecnologias e análise espacial no espaço urbano

Hélio Carlos Miranda de Oliveira (UFU)
Jader de Oliveira Santos (UFC)
Lindon Fonseca Matias (Unicamp)
Wagner Barbosa Batella (UFJF)

O desenvolvimento das Geotecnologias e das técnicas de Análise Espacial tem promovido uma revolução nas investidas espaciais, particularmente na perspectiva dos estudos urbanos. Seja no contexto da produção de conhecimento ou na perspectiva da intervenção, as cidades têm sido interpretadas, em diversas escalas, com o auxílio dos aparatos que envolvem as Geotecnologias e as técnicas de Análise Espacial. Por isso, urge que se debatam questões teórico-conceituais e operacionais presentes no estudo do espaço urbano enfatizando, em particular, o papel das Geotecnologias e da Análise Espacial na estruturação e análise das cidades. Neste GT, pretende-se agregar contribuições científicas que envolvam a utilização de Geotecnologias no estudo das cidades e no planejamento urbano; os métodos de representação espacial; o desenvolvimento e aplicação de indicadores socioeconômicos e socioambientais; os estudos sobre áreas de risco, de vulnerabilidade social etc.; Sensoriamento Remoto e urbanização; o estudo de temas diversos tratados na perspectiva urbano-espacial, como violência, pobreza, segregação, economia, demografia, água, áreas verdes etc. Nesta ampla agenda de discussão, emergem questões de fundo conceitual bem como aspectos operacionais ligados ao uso e acesso às bases de dados geoespaciais, tais como: Qual o potencial atual das geotecnologias na análise das relações socioambientais? O que é a Geografia do Ciberespaço? Qual o papel das geotecnologias na análise multiescalar dos espaços urbanos? Como as geotecnologias podem potencializar a produção da informação geográfica gerada por usuários através dos dispositivos móveis, como tablets e smartphones? De que forma as técnicas de análise espacial têm sido utilizadas na produção e análise de indicadores socioterritoriais urbanos? Qual relevância da geoinformação em uma sociedade em rede? Como a jurisdição geográfica da Internet interfere na regulação soberana entre os países e na produção imaterial do espaço urbano?

GT15. Grandes projetos urbanos, financeirização, estado e planejamento corporativo

Demian Garcia Castro (Col. Pedro II)
Luís Renato Pequeno (FAU-UFC)
Maria Beatriz Rufino (FAU-USP)
Paulo Roberto Rodrigues Soares (UFRGS)

O GT tem como escopo debater a complexa relação entre o Estado, corporações e a constituição do “urbano” na contemporaneidade. Em tempos de globalização, financeirização e tecnificação espacial, a produção do espaço urbano oferece um importante objeto analítico: a ação do Estado, em seus diferentes níveis, na atual reestruturação (sócio)espacial das cidades, através dos diferentes ritmos de desenvolvimento técnico-produtivo, de políticas públicas multifocais e das resistências políticas a estas ações e processos de gentrificação. Os grandes gruupos econômicos, associados com as finanças, apoiados por principios de sustentabilidade corporativa e tecnologias digitais, têm viabilizado "projetos urbanos" e renovações de distintas natureza, concebidos agora como espaços concessionados - privatizados. Na atual financeirização ostensiva, o Estado adequa-se continuamente às mutações da realidade político-econômica, articulando sua forma neoliberal com o fortalecimento de suas ações (alicerçadas em parcerias público-privadas), que tem implicado em novos investimentos no urbano, através de grandes projetos em diversas esferas como habitação, logística produtiva e mobilidade urbana. Inclui-se aqui a adoção de tecnologias digitais e a plataformização do urbano. Há uma mudança na relação com o território, que extravasa o campo epistêmico-conceitual e atravessa a própria noção de poder, escala e identidade. Novos territórios e produtos imobiliários emergem a partir desta relação entre Estado, urbanização e capital corporativo. A intenção deste GT é congregar pesquisadores/as que estudem diferentes realidades de gestão urbana para pensar as ações articuladas entre o Estado e o capital corporativo, que impõe aos usos e apropriação dos territórios a necessidade constante de readequação estrutural, com políticas urbanas de planejamento estratégico, “smartização” e plataformização na requalificação e no reordenamento das cidades. A atual urbanização, marcada por meganegócios, empreendimentos corporativos, citymarketing e estratégias público-privadas, é resultado do modelo de desenvolvimento em curso e suas matizes políticos, econômicos, sociais e espaciais, além de estratégias de desregulação/regulação da produção da cidade. Neste campo, entre ideologias e utopias, apontar possibilidades de governança democrática e gestão participativa torna-se uma exigência para todos/as que objetivam construir criticamente novas formas de produção e apropriação do espaço urbano.

GT16. Metodologia de pesquisa em estudos urbanos

Igor Catalão (UFFS)
Maria Angélica Magrini (UFU)
Andréa Leandra Porto Sales (UFPB)
Patrícia Maria de Jesus (UFABC)

Três pontos centrais justificam a necessidade do debate metodológico no âmbito dos estudos urbanos: i) há certos silenciamentos acerca dessa reflexão que, muitas vezes, leva os geógrafos e geógrafas a recorrerem a outros campos disciplinares sem considerações epistemológicas prévias; ii) a natureza multidimensional da pesquisa exige-nos rever, com mais frequência, amplitude e correlações, o repertório conceitual e o modo como analisamos os processos, já que é a partir da execução dos instrumentos metodológicos que as informações e dados são produzidos/obtidos; e iii) as opções e escolhas metodológicas, os posicionamentos e as corporeidades dos pesquisadores e pesquisadoras não são irrelevantes na execução das pesquisas. Tudo isso tem impacto nos resultados e nas análises. Na pesquisa urbana, em particular na Geografia, a dimensão espacial deve estruturar a construção do objeto de análise, a formulação dos questionamentos, o modus operandi de problematizar e apresentar resultados e, principalmente, o jogo escalar necessário para relacionar o objeto com dados no tempo e no espaço. Isso indica que o debate metodológico baseado em outros campos disciplinares pode ser insuficiente para atender às necessidades das pesquisas geográficas, especialmente nos estudos urbanos. O que é o campo para os geógrafos, como o delimitamos? Que instrumentos teóricos e metodológicos fazem a mediação da nossa relação em campo? Como lidamos com as teorias em relação à realidade empírica? Que concepção de sujeito e de realidade orientam a condução das nossas pesquisas e as interações que realizamos? E que instrumentos usamos para analisar os resultados obtidos? Essas questões fundamentam a proposta deste Grupo de Trabalho, que surge do desejo de debater e dar maior visibilidade às questões metodológicas na construção de caminhos para as pesquisas urbanas, buscando, sobretudo, uma instrumentalização que corresponda às problemáticas construídas e que essas reflexões compareçam nos textos oriundos das pesquisas.

GT17. Metrópole, metropolização e dinâmica espacial contemporânea

Sandra Lencioni (USP)
Alvaro Ferreira (PUC-Rio/UERJ)
José Borzacchiello da Silva (UFC)
Felipe Taumaturgo Rodrigues de Azevedo (UERJ)
Edenilson Dutra de Moura (UNIFAP)

O presente Grupo de Trabalho propõe uma imersão crítica sobre a metrópole e a metropolização enquanto processos multiescalares que redefinem a dinâmica espacial contemporânea. Em um cenário de constantes mutações, torna-se importante o repensar do arsenal teórico- metodológico da Geografia Urbana para compreender a superação das estruturas pretéritas e a onipresença das lógicas metropolitanas no espaço geográfico. A análise foca na transcendência do fenômeno metropolitano, cujas características se irradiam para além dos limites tradicionais, reconfigurando o território. A investigação central recai sobre a dinâmica da metropolização do espaço, que tem impulsionado a reestruturação do mercado do solo, e é marcada por uma intensa valorização imobiliária e pela expansão da mancha urbana sobre o rural, integrando-o a lógicas especulativas. Sob a égide de discursos de "revitalização" e "reabilitação", observam-se processos de exclusão e de gentrificação que desafiam o direito à cidade. Diante desse quadro, este GT convoca esforços acadêmicos para sistematizar reflexões que intercruzem o planejamento urbano e regional e as novas configurações socioespaciais. O SIMPURB apresenta-se como espaço essencial para o avanço desse debate fundamental para a ciência geográfica brasileira.

GT18. Mobilidade, migração e espaço urbano

Denise Cristina Bomtempo (UECE)
Ednelson Mariano Dota (Unicamp)
Isis do Mar Marques Martins (UFPA)
Lirian Melchior (UFRRJ)
Marcos Mondardo (UFGD)
Karla Rosário Brumes (Unicentro)

O período atual é marcado por novas configurações da urbanização, das interações espaciais, das mobilidades e das migrações. Nas cidades, espaços de intensa mobilidade humana, verifica-se a presença de migrantes em múltiplas trajetórias, nas quais se manifestam conflitos e territorialidades resultantes do entrecruzamento de vivências universais, singulares e particulares aos sujeitos em movimento. Assim, diante das dinâmicas do presente, um conjunto de questões pode ser elaborado para debater o tema articulado à mobilidade, à migração e ao espaço urbano. Desse conjunto, destacam-se: quais as problemáticas vinculadas à contenção, ao barramento, à mobilidade e à migração nos espaços urbanos do Brasil e/ou da América Latina no século XXI? De que maneira as redes técnicas, informacionais e sociais contribuem para a formação de redes migratórias? Como elas se materializam nas cidades? Qual a relação entre as crises econômica, social e política e a presença cotidiana de migrantes transnacionais em cidades de diferentes portes e funções urbanas? Como os investimentos do Estado em políticas sociais dinamizam os fluxos migratórios? De que maneira a produção imobiliária desigual e o acirramento da segregação espacial interferem no surgimento de fronteiras e na mobilidade intraurbana e metropolitana? Como analisar as mobilidades cotidianas e as territorialidades dos migrantes como “operadores de escala”? De que forma a Geografia contribui teoricamente para explicar a presença de povos indígenas e populações tradicionais em contexto urbano? Qual a configuração e o conteúdo das mobilidades pendulares em cidades de diferentes portes e funções? Como o uso de plataformas digitais condiciona o surgimento de novas formas de mobilidade urbana? Quais questões envolvem a mobilidade cotidiana diante da diversidade de grupos que vivenciam a cidade (pessoas idosas, pessoas com deficiência, homens e mulheres migrantes, população LGBTQIANP+)? Diante dessas questões, são bem-vindos trabalhos que apresentem resultados articulados a reflexões teóricas e experiências empíricas, debatendo o tema a partir da Geografia e de áreas afins do conhecimento.

GT19. Patrimônio cultural e cidades

Maria Tereza Duarte Paes (Unicamp)
Rafael Winter Ribeiro (UFRJ)
Maria Goretti Tavares (UFPA)
Leonardo Civale (UFV)
Caio Maciel (UFPE)

Os pesquisadores e pesquisadoras que propõem este GT atuam há muitos anos na área do patrimônio cultural e cidades, desenvolvendo diversas ações conjuntas, como publicações, eventos científicos e projetos de pesquisa, entre outras, além de coordenarem Grupos de Pesquisa consolidados em diferentes regiões do país (Norte, Nordeste, Sudeste). O objetivo deste GT é reunir pesquisadores que trabalham com a temática do patrimônio cultural e cidades, tomando a Geografia em suas múltiplas perspectivas metodológicas, teóricas e temáticas, contribuindo, assim, para o adensamento epistemológico desse campo na Geografia, bem como para a articulação de um trabalho em rede entre pesquisadores(as), docentes e discentes. A partir desse eixo, patrimônio e cidades, o GT propõe fomentar debates, reflexões e pesquisas sobre as relações do patrimônio urbano com o turismo, com as políticas de imagem, a cidadania e com as políticas públicas de planejamento urbano no âmbito dos diversos processos de patrimonialização. O tema da preservação do patrimônio cultural, diante da expansão da urbanização, do turismo e da mercantilização acelerada dos bens naturais e culturais – tangíveis ou intangíveis –, tem suscitado novas reflexões, pesquisas e ações nas várias dimensões: econômica, política, cultural, técnica e ambiental. Além disso, os desafios contemporâneos da preservação do patrimônio frente a um cenário de incertezas – como as mudanças climáticas, as guerras e os desafios da exclusão e inclusão social -, têm colocado o patrimônio em risco (vulnerabilidades, desastres, conflitos, memórias dolorosas), trazendo para o centro do debate as questões relacionadas à identidade, à alteridade e à diferença em múltiplas escalas, desde casos específicos até relações globais e geopolíticas Norte/Sul e Sul/Sul.

GT20. Populações, cidades e espaço urbano

Ana Carolina Gonçalves Leite (UFPE)
Duval Magalhães Fernandes (PUC-Minas)
Gil Carlos Silveira Porto (Unifal)
Gislene Aparecida dos Santos (UFRJ)
Maria de Jesus Morais (UFAC)

Este GT propõe um debate crítico sobre as complexas interações entre as dinâmicas populacionais e a produção econômica e política do espaço urbano em múltiplas escalas, propondo-se a refletir sobre as formas como a urbanização têm hoje reconfigurado as condições de reprodução social e espacial das famílias, dos grupos sociais específicos, como comunidades tradicionais, povos originários, populações racializadas e LGBTQIA+, migrantes, refugiados e segmentos em situação de vulnerabilidade, como também, a própria estrutura demográfica da população. Dinâmicas propriamente urbanas de desigualdade, espoliação e exclusão socioespacial são incrementadas pela emergência de um processo de proliferação de fronteiras em escala global e latino-americana, em particular, resultante dos padrões securitários de gestão de populações que se impõe moldando igualmente as cidades fronteiriças, pequenas, médias e as metropolitanas. Conjugam-se, ainda, transformações no mundo do trabalho, na produção imobiliária, no deslocamento das centralidades, e as repercussões de crises econômicas, socioambientais e sanitárias, como a recente pandemia da Covid-19 e as mudanças climáticas. Todas elas alterando a maneira como as populações urbanas se reproduzem, se estratificam, se distribuem e usam o território. A discussão deve abranger novos arranjos familiares, as diferentes formas de institucionalização das populações, a população em situação de rua, as variadas tipologias migratórias e outras (i)mobilidades urbanas, como o deslocamento forçado, por exemplo. Para tal pluralidade, busca-se dar atenção especial às relações entre racismo, a dimensão de gênero, o patriarcado, a reprodução capitalista do espaço e a população e o urbano, evidenciando como os diferentes grupos populacionais imprimem seus desejos, interesses, estratégias de sobrevivência, resistências e lutas nos territórios urbanos.

GT21. Práticas culturais na produção da cidade

Igor Martins Medeiros Robaina (UFES)
Jorge Luiz Barbosa (UFF)
Nécio Turra Neto (UNESP)
Otávio José Lemos Costa (UECE)
Valéria Cristina Pereira da Silva (UFG)

Discutir a centralidade da dimensão espacial para a compreensão das manifestações culturais de diferentes grupos sociais urbanos é objetivo deste Grupo de Trabalho. Essa perspectiva implica valorizar a indissociabilidade entre tempo, espaço e cultura. Tradicionalmente, as diversas manifestações culturais nas cidades foram entendidas como eminentemente ligadas às temporalidades, enquanto as espacialidades eram relegadas ao segundo plano. Trazer a dimensão espacial para o centro da análise significa, sobretudo, considerar o espaço não apenas como um palco em que as manifestações culturais urbanas acontecem, mas como construção social, histórica e geográfica concreta e, como tal, participante ativo e condicionante das próprias formas e manifestações culturais urbanas. Os desafios para a compreensão das práticas culturais na produção das cidades envolvem o entendimento do urbano como espaço, por excelência, de desigualdades de acesso à moradia, ao trabalho, ao lazer, aos estudos, bem como do acesso aos bens de consumo coletivo etc. Por outro lado, essa compreensão estaria incompleta sem a atenção às possibilidades que os diferentes grupos sociais têm de, por meio de suas práticas espaciais, romper e equilibrar as imposições da cotidianidade, criativamente se reinserindo na cidade. A valorização dos elos entre ação política e arte no espaço urbano, por exemplo, passa pelo reconhecimento de ações culturais que amplificam reivindicações sociais e pela identificação de usos do espaço urbano pelos movimentos sociais e culturais, com suas formas de apropriação subjetivas, que evidenciam suas identidades e territorialidades. Nesta perspectiva, as práticas culturais que ocorrem no urbano incluem a disputa de capital simbólico na cena urbana, discursos, imagens, conflitos e lutas sociais, que tornam a política um

GT22. Produção do espaço urbano numa perspectiva crítica

Ana Fani A. Carlos (USP)
Danilo Volochko (UFPR)
Rafael Faleiros de Padua (UFPB)
Glória da Anunciação Alves (USP)
Gustavo Teixeira Prieto (UNIFESP)

Urge a reflexão sobre os conteúdos sociais do espaço urbano no movimento do processo atual de acumulação capitalista. Esses necessitam ser analisados e compreendidos a partir da perspectiva geográfica sinalizando o papel da produção do urbano na atualidade. Assim, pensar um modo de fazer a geografia urbana por dentro do pensamento crítico, num momento em que este pensamento se coloca como residual é fundamental. É mais fácil produzir uma geografia que não questiona a produção do espaço como momento produtivo do capital e lugar dos conflitos que iluminam as contradições na qual o capitalismo se realiza, por isso o pensamento teórico é fundamental na compreensão da realidade, pois exige a recusa de um pensamento separado do mundo. Isto é, faz-se necessário um pensamento capaz de desvendar e interpretar as contradições que movem o presente. Nesse sentido a aparente transparência do espaço apresenta-se como um problema. Ela obscurece os conteúdos contraditórios da realidade social e da produção social do espaço. Aqui prevalece o imediato, e, pela indiferença com a teoria, nos faz cair nas armadilhas que transformam, por exemplo, o crescimento econômico em desenvolvimento social. Por isso há a necessidade de se analisar teoricamente e na radicalidade os processos e novos conteúdos da realidade socioespacial. Esse é um dos grandes desafios.

GT23. Produção e reprodução do espaço urbano – teoria e práticas

Arlete Moysés Rodrigues (Unicamp)
André Vinicius Martinez Gonçalves (UFPR)
Carlos Teixeira Campos (UFES)
Leda Velloso Buonfiglio (UFF)
Rafaela Fabiana Ribeiro Delcol (UFMS)
Flávio Lima (Unicamp - Pós-Doc)

A produção do espaço-mercadoria envolve uma multiplicidade de agentes, que possuem diferentes hierarquias de poder, interesses e necessidades e, na sua reprodução, se constitu elemento fundamental de contradições, conflitos e disputas desiguais pela cidade. Esse processo produz e reproduz desigualdade de acesso à terra urbana, aos equipamentos e meios de serviços coletivos e à infraestrutura, impondo desse modo à injustiça espacial, sobretudo, para as populações residentes nas periferias e bairros pobres. Na realidade espacial urbana, há pouquíssimos aspectos que não estão profundamente vinculados às políticas de Estado. A regulação da política urbana passa pela compreensão da relação dialética entre o Estado e a sociedade civil, onde o primeiro abarca a última de forma desigual e contraditória, assumindo compromissos antagônicos como manter a estrutura de classes e estabelecer ações para minimizar os conflitos sociais. O atendimento das necessidades de diferentes frações de classes depende das forças sociais em disputa e principalmente da direção dos blocos no poder bem como da organização e atuação de movimentos populares. Se as políticas urbanas não alteram a dinâmica socioespacial em sua totalidade, reconhecem as desigualdades, potencializam o valor de uso permitindo conquistas sociais e ao mesmo tempo aceleram o valor de troca atendendo aos interesses da produção imobiliária e à acumulação do capital. No atual período histórico indagamos sobre as condições de luta nas cidades entre os agentes tipicamente capitalistas, os movimentos populares urbanos e o Estado em suas diferentes instâncias. A proposta desse grupo de trabalho é propiciar o encontro de pesquisadores, que coloquem suas pesquisas a partir de uma perspectiva crítica e de resistência, estudos teóricos conceituais e práxis relativas às conquistas, perdas, conflitos e contradições, tendo como norte a tríade Estado Capitalista-Políticas Públicas Urbanas-Movimentos Populares Urbanos.

GT24. Produção imobiliária, segregação socioespacial e insegurança urbana

Eliane Melara (UFF)
Juçara Spinelli (UFFS)
Lívia de Miranda (UFCG)
Maria José Martinelli (UFGD)
Paula Dieb (UFPB)

O contexto contemporâneo tem imposto novas lógicas de produção e apropriação do espaço que vêm ampliando e aprofundando as desigualdades socioespaciais. Deste modo, esta proposta de Grupo de Trabalho visa contemplar três dimensões atinentes a essas dinâmicas em aglomerações urbanas brasileiras: a produção imobiliária, a segregação socioespacial e a insegurança urbana. Tais dimensões podem ser investigadas de diversas formas, em que destacam-se as análises da questão fundiária, dos produtos imobiliários, da atuação e/ou coalizão de agentes produtores do espaço, da expansão urbana, das práticas socioespaciais, dentre outros aspectos que envolvem o processo de produção do espaço. A diferenciação socioespacial, que se manifesta concretamente em estratégias que abrangem desde a elaboração da legislação urbana à ocupação de áreas específicas com empreendimentos autossegregados, repercutem no cotidiano da cidade. O mercado imobiliário se beneficia com o discurso da violência, produzindo espaços residenciais fechados e murados, intensificando os processos de segregação socioespacial. A mídia e as ações policiais dão destaque à violência vivenciada nos vetores espaciais mais empobrecidos do espaço urbano, produzindo uma sensação de insegurança urbana que atinge a cidade como um todo. Sendo assim, o debate do GT ora proposto visa aprofundar as discussões relativas a essas novas dinâmicas urbanas, avançando na produção do conhecimento empírico, teórico-conceitual e metodológico.

GT25. Rede urbana e urbanização regional: agentes, processos, interações escalares e complexificação das formas

Iara Soares de Franca (Unimontes)
Janio Santos (UEFS)
Kelly Cristine Fernandes de Oliveira Bessa (UFT)
Willame de Oliveira Ribeiro (UEPA)

O GT procura reunir pesquisas que versam sobre as redes urbanas, dando destaque aos seus diversos conjuntos de centros urbanos, dotados de um leque variado de funções de natureza pública e privada, bem como de uma base territorial que possibilita a realização de múltiplos fluxos entre os centros de um mesmo segmento de rede, entre os diversos segmentos de redes urbanas, entre as regiões e entre os países, num espaço mundializado, de modo a revelar uma complexa divisão técnica, territorial e social do trabalho, marcada por novo patamar de acumulação. Assim, os estudos sobre a rede urbana mostram-se fundamentais para a compreensão da realidade social e espacial de uma região ou de um país, evidenciando reestruturações que se manifestam por meio de uma diversidade de formas, funções e processos, que envolvem uma gama de agentes sociais, políticos e econômicos, cujas ações são desiguais e assimétricas. Cabe, portanto, entender os papéis das cidades pequenas, das cidades médias e das metrópoles, bem como a natureza hierárquica ou heterárquica das interações espaciais estabelecidas, cuja complexidade multiescalar sugere um processo de urbanização regional. Nesse contexto, acelera-se o tempo do acontecer e a rede urbana é estilhaçada e ampliada, com a definição de novas formas e novos conteúdos, dada a complexidade funcional e a intensidade das interações espaciais, o que resulta em uma diversidade de padrões geográficos. Como efeito, além da importância dos estudos sobre rede urbana para a academia, sendo imprescindível à Geografia, sua relevância é notória para o planejamento urbano, regional e nacional. Assim, o diálogo será fundamentado em três eixos de análise: 1. Rede urbana e urbanização regional, incluindo contribuições teóricas e metodológicas acumuladas no campo geográfico; 2. Dinâmicas socioespaciais e socioterritoriais e planejamento e gestão urbano-regional; 3. Novas espacialidades, práticas e agentes na rede urbana.

GT26. Reestruturação urbana e econômica na produção do espaço: agentes e processos

Edilson Pereira Júnior (UECE)
Eliseu Sposito (UNESP)
Floriano Godinho de Oliveira (UERJ)
Lisandra Lamoso (UFGD)
Paulo Cesar Xavier (FAU-USP)

Este grupo de trabalho propõe reunir pesquisas que discutam fundamentos e desdobramentos da reestruturação urbana e econômica no Brasil. Pensar esse processo leva à reflexão sobre a combinação contraditória de desconstrução e reconstrução, de permanências e mudanças de formas espaciais articuladas às funções e processos contraditórios. Por isso, propõe-se a abordar: 1) a maior diferenciação funcional dos espaços urbanos regionais em consequência da reestruturação produtiva das empresas, do dinamismo das redes técnicas, das mudanças na comercialização de produtos e da expansão e diversificação de serviços; 2) a materialização de novos espaços de produção, consumo e moradia, pautados por processos imobiliários e financeiros; e 3) a atuação de diferentes agentes na produção dos espaços urbanos, na perspectiva de processos que apontam para transformações espaciais e temporais nas diversas realidades urbanas do território nacional e que implica na necessária rediscussão de nossos instrumentos teóricos e metodológicos.

GT27. Território, conflitos e ativismos sociais urbanos

Glauco Bruce Rodrigues (UFF)
Tatiana Tramontani Ramos (UFF)
Rafael Zilio Fernandes (UFOPA)
Matheus da Silveira Grandi (UERJ)

A análise crítica da dinâmica social a partir da territorialidade, dimensão fortemente negligenciada nas pesquisas acerca dos conflitos e ativismos sociais no âmbito mais amplo das Ciências Sociais, contribui para o avanço teórico-conceitual e metodológico do campo da Geografia ao aprofundar o debate acerca dos conflitos no espaço urbano, seja como objeto das lutas, como forma de viabilizar a ação social no seu próprio desenrolar ou como pressuposto ontológico da produção desses espaços. Diante disso, o Grupo de Trabalho parte do território como elemento catalisador e motivador dos conflitos, particularmente no que se refere às práticas sócio-espaciais. Ressalte-se também a valorização do investimento metodológico das pesquisas no campo da Geografia, o que envolve reflexões dedicadas a explorar metodicamente aspectos como as distintas posições adotadas e/ou identificadas nas pesquisas (incluindo posicionamentos epistemológicos), as opções teórico-conceituais envolvidas (escalarizações, periodizações, perspectivas e instrumentos de análise etc.) e as formas de organização e realização das investigações (identificação dos problemas centrais, apresentação dos objetivos, identificação justificada das informações consideradas relevantes, tratamento e uso de fontes variadas, definição dos procedimentos de acesso e sistematização das informações coletadas, produção dos dados, criação dos percursos analíticos e das estratégias de apresentação dos resultados, dentre outros). Integram-se neste GT três campos de pesquisa da Geografia, a saber, a Geografia Urbana, a Geografia Histórica e a Geografia dos Conflitos e Ativismos Sociais, dois desses campos de pesquisa significativamente marginalizados na Geografia brasileira. Tal articulação contribui para o desenvolvimento de outras formas de se compreender os processos de formação dos territórios (sobretudo em contextos urbanos) e de se produzir conhecimento crítico que parta do conflito, da ação social, dos sujeitos e das territorialidades que constituem seus e nossos mundos.

GT28. Urbanização e cidades na era digital: desigualdades e resistências

Adriana Maria Bernardes da Silva (Unicamp)
Helena Rizzatti (UFJF)
Marcos Antônio Silvestre Gomes (UFTM)
Sérgio Henrique de Oliveira Teixeira (UNILA)
Silvana Silva (UFF)

O processo de urbanização é historicamente impulsionado por meio das modernizações seletivas do território. A digitalização apresenta-se como uma nova fase dessas modernizações e pode ser interpretada como um aprofundamento do meio técnico-científico-informacional, cuja racionalidade neoliberal impõe-se como sistema de pensamento hegemônico. A popularização da internet, dos computadores e, principalmente, dos smartphones e o uso de algoritmos, formam uma nova camada técnica, que passa a mediar as interações nas redes de cidades e interferir no espaço urbano. Há uma indissociabilidade entre o avanço da digitalização e o sistema de valores adotados socialmente. O empreendedorismo, a meritocracia, a liberdade individual, a competição generalizada são valores norteadores na era da digitalização. Às cidades são impostos ritmos perversos de exploração do trabalho e privatização do espaço público, que ampliam as desigualdades de gênero, étnico-raciais e de classe social, dentre outras, estruturais às diferentes formações socioespaciais. A apropriação do meio digital renova as disputas pelo urbano. De um lado, há o alargamento das resistências e dos ativismos em busca de justiça socioespacial. Por outro lado, há a captura dessas pautas pela perspectiva conservadora com o propósito de manutenção de privilégios. Nesse sentido, o GT busca congregar pesquisas com análises críticas sobre a) o processo de digitalização do espaço urbano: plataformização da economia urbana, exploração do trabalho, disputas informacionais e comunicacionais; b) os impactos dessa digitalização sobre os espaços públicos: privatização, usos corporativos, formas de apropriação e questões socioculturais; c) usos e dinâmicas das Big Techs sobre o espaço urbano: controle e extração de dados, uso intensivo de recursos por data centers e sistemas de vigilância; d) as contradições dessas modernizações com a ascensão de ativismos conservadores e reacionários, bem como, de novas formas de lutas urbanas coletivas, experiências do comum e práticas de resistências com apropriação e criação dos meios técnicos da era digital.

GT29. Urbanização, turismo e lazeres

Alexandre Queiroz Pereira (UFC)
Eustogio Dantas (UFC)
Maria Pontes Fonseca (UFRN)
Bertrand Cozic (UFPE)

A urbanização em função dos lazeres e do turismo produz formas- conteúdos em escala regional e intraurbana. Os (eco)resorts, parques temáticos, as arenas esportivas e empreendimentos turístico- imobiliários são indicadores da reprodução do espaço associado a novas formas de acumulação. Eventos festivos e esportivos, práticas marítimas modernas e demais atividades de lazer urbano- metropolitano engendram ambiências e sociabilidades que atribuem novos sentidos à cidade. Mas a dimensão lúdica da vida urbana, segundo Henri Lefebvre, ultrapassa o vasto leque de serviços ofertado pelo segmento. Abrange o uso, através de práticas autônomas e inventivas, utopias de cidade, táticas e apropriações que circunscrevem iniciativas diversas no vasto campo do possível no devir urbano. O conjunto das atividades lúdicas dialoga com a urbanização dispersa, as centralidades, a segregação socioespacial, a espetacularização, a gentrificação, a metropolização do território, dentre outros processos. Neste sentido, convidamos a pensar os conteúdos socioespaciais desdobrados pela dimensão do lúdico na (re)produção do urbano.


Atividades e Fóruns

Confira abaixo alguns dos tipos de atividades que serão realizadas dentro desta edição do SIMPURB.

Inscreva-se Já!


PALESTRAS

Com o objetivo de enriquecer e orientar as dicussões sobre temas de interesse da comunidade de estudantes, profissionais e pesquisadores, a comissão organizadora está convidando importantes nomes da área. Saiba mais.

GRUPOS DE TRABALHO

São vinte e nove grupos de trabalho que tem como objetivo organizar os artigos em assuntos e áreas de estudo mais similares entre si. A subdivisão em temas facilita a alocação dos trabalhos e de autores em grupos mais afins aos seus estudos. Saiba mais.

DIÁLOGOS PROVOCATIVOS

Expandir a formação dos participantes com debates relevantes em fóruns privilegiados. Pela plataforma do evento você vai escolher os dias e horários que mais te interessam para então porder participar e contribuir. Saiba mais.

MESAS REDONDAS

Essa edição do evento vai contar com mesas redondas compostas por nomes importantes do cenáro nacional. As mesas são importantes fóruns de dicussão e você não pode deixar de participar. Saiba mais.












Programação do Evento

A programação e o horário de cada uma das atividades do evento ainda estão em construção pela comissão organizado, mas você pode conferir logo abaixo a programação preliminar do evento.

Nessa sessão do site você confere o cronograma das atividades em cada um dos dias do evento.

Em breve vamos disponibilizar mais informações. Por favor, aguarde.

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Inscrição

Tanto a inscrição como a submissão de trabalhos deve ser feita pela plataforma de gestão de informação do evento clicando aqui. Fique atento às datas de inscrição com desconto e não deixe de participar.




Até 31/08/2026

Até 30/11/2026

Até 28/02/2027

Após 01/03/2027

Estudantes de Graduação

R$ 50,00
R$ 75,00
R$ 100,00
R$ 125,00

Prof. Ensino Básico

R$ 50,00
R$ 75,00
R$ 100,00
R$ 125,00

Estudantes de Pós-graduação

R$ 150,00
R$ 200,00
R$ 250,00
R$ 300,00

Profissionais / Pesquisadores / Docentes

R$ 350,00
R$ 400,00
R$ 450,00
R$ 500,00

Movimentos Sociais

Isento
Isento
Isento
Isento

Submissão de Trabalhos

A submissão de trabalhos é feita integralmente pela Plataforma SISGEENCO, clicando aqui. Mas, antes de inscrever seu trabalho, você precisa conhecer as normas e regras de formatação exigidas pelo comitê organizador do evento, veja a seguir.

Os trabalhos poderão ser propostos por professores (as), pesquisadores (as), estudantes de pós-graduação, e serão avaliados pela comissão científica, composta pelos coordenadores de cada GRUPO DE TRABALHO (GT).

A seleção dos trabalhos será feita com base na sua adequação formal, originalidade, relevância e contribuição científica e acadêmica para a ÁREA. Os trabalhos só poderão ser encaminhados por meio do sistema de submissão, clicando aqui.

A avaliação é cega, por isso é solicitado o envio de duas versões de seu trabalho. Um arquivo deve conter a identificação de autoria e o outro não poderá conter nenhum tipo de identificação do/s autor/es (as) e do/a orientador/a. A identificação será feita em campos próprios no sistema online de submissão.

ATENÇÃO


Não é obrigatório informar o nome do Orientador/a. Essa informação pode vir em NOTA DE RODAPÉ. Informar o nome do/a Orientador/a APENAS em trabalhos realizados por ambos, não resultantes da pesquisa autoral do/a orientando/a (dissertação ou tese).

A apresentação de artigos nos GRUPOS DE TRABALHO e nos Anais (eletrônicos) está condicionada à inscrição e ao pagamento das taxas do evento por, ao menos, um (a) dos (as) autores (as) do trabalho aceito.

Os trabalhos submetidos deverão ser baseados em pesquisas em estágio avançado de realização e apresentar questões teórico-metodológicas congruentes com a temática geral do evento e do respectivo Grupo de Trabalho (GT).

Somente serão aceitos trabalhos para apresentação oral e que estejam em conformidade com as normas de submissão. Todos os trabalhos aprovados serão integralmente publicados nos anais do evento, desde que sejam efetivamente apresentados no respectivo GT pelo(s) autor(es).

Autoria e Limites

Serão aceitos:

1) Um trabalho por autoria ou coautoria em apenas 01 GTs.
2) Máximo de 03 coautores.
3) Ao menos, 01 dos/as autores/as deve se inscrever.
4) Nome do/a Orientador/a em Nota de Rodapé, exceto se for coautor/a
5) Coordenadores/as de GTs podem submeter em outro GT.

Normas de Submissão

Somente serão aceitos para avaliação:

1) Trabalhos completos com 15 a 20 ps.
2) Para Apresentação Oral e Publicação.
3) De acordo com as Normas de Autoria e o TEMPLATE.
4) Você deve enviar duas versões: uma sem nenhuma identificação de autoria, orientação e/ou instituição. Outra versão identificada para os anais.

Grupos de Trabalho

Os trabalhos devem ser enviados para um dos vinte e nove GTs.

Para mais detalhes, sobre o conteúdo abordado por cada um deles. Clique aqui.

Template Trabalho

Para facilitar e padronizar os trabalhos foi disponibilizado um arquivo TEMPLATE contemplando todas as regras de formatação exigidas pelo comitê.

Clique aqui para baixar o arquivo de TEMPLATE para o seu computador local.

**Todos os trabalhos serão conferidos quanto a estas regras antes de enviá-los para avaliação.






Lançamento de Livros





A comissão organizadora desta edição do SIMPURB convida você autor de livro ou obra literária da área de Geografia ou Estudos Urbanos a lançar seu Livro nesta edição do evento. Visite a plataforma de gestão de informação do evento para cadastrar o seu lançamento. Participe!






Organização e Apoio





COORDENAÇÃO E ORGANIZAÇÃO DO EVENTO

A coordenação geral do evento estará a cargo de comitê executivo, responsável pela organização geral das atividades do evento, dos trabalhos e tarefas das comissões organizadora local, nacional e pela organização e sistematização de atividades dos Grupos de Trabalho.

COMITÊ EXECUTIVO • COORDENAÇÃO GERAL

Lindon Fonseca Matias
Adriana M. Bernardes da Silva
Arlete Moysés Rodrigues

COMISSÃO ORGANIZADORA LOCAL

Claudete de Castro Silva Vitte
Henrique Vian
Kauê Lopes dos Santos
Maria Tereza Duarte Paes
Rafael Straforini
Raul Reis Amorim
Regina Célia de Oliveira
Vicente Eudes Lemos Alves
Miguel Marques Crochik
Flávio Lima
Sarah A. Montrazio
Vitória Eichenberger
Kassio Samay Ribeiro Tavares
Ana Luiza Rosolen
Igor Cauê Vieira de Oliveira Pinto
Gabriela Pereira
Jéssica Rodrigues
João Luiz Aguiar Giordan Santos

COMISSÃO ORGANIZADORA NACIONAL

Álvaro Henrique de Souza Ferreira (PUC-Rio)
Ana Fani Alessandri Carlos (USP)
Angelo Szaniecki Perret Serpa (UFBA)
Catia Antonia da Silva (UERJ)
Cesar Ricardo Simoni Santos (USP)
Cláudio Luiz Zanotelli (UFES)
Danilo Volochko (UFPR)
Daniel de Mello Sanfelici (UFF)
Denise de Souza Elias (UECE)
Doralice Satyro Maia (UFPB)
Eliseu Savério Sposito (UNESP-PP)
Ester Limonad (UFF)
Everaldo Santos Melazzo (UNESP-PP)
Floriano José Godinho de Oliveira (UERJ)
Heloisa Soares de Moura Costa (UFMG)
José Borzacchiello da Silva (UFC)
Glória da Anunciação Alves (USP)
Jorge Luiz Barbosa (UFF)
Leandro Dias de Oliveira (UFRRJ)
Leila Christina Duarte Dias (UFSC)
Maria Laura Silveira (UBA, Argentina)
Marcio Piñon de Oliveira (UFF)
Maria Encarnação Beltrão Sposito (UNESP-PP)
María Mónica Arroyo (USP)
Nuria Benache Rovira (UB, Espanha)
Olga Lúcia Castreghini de Freitas (UFPR)
Pablo Ciccolella (UBA, Argentina)
Pedro de Almeida Vasconcelos (UFBA)
Rafael Faleiros de Pádua (UFPB)
Rodrigo Hidalgo (PUC, Chile)
Regina Helena Tunes (UERJ)
Roberto Lobato Correa (UFRJ)
Paola Verri de Santana (UFAM)
Sandra Lencioni (USP)
Saint-Clair Cordeiro da Trindade Júnior (UFPA)
Tadeu Pereira Alencar Arrais (UFG)
William Ribeiro da Silva (UFRJ)

COMITÊ CIENTÍFICO

Adriana Carvalho Silva (UFRRJ)
Adriana Maria Bernardes da Silva (Unicamp)
Alexandre Queiroz Pereira (UFC)
Álvaro Ferreira (PUC-Rio/UERJ)
Ana Carolina Gonçalves Leite (UFPE)
Ana Claudia Sacramento (UERJ)
Ana Fani A. Carlos (USP)
André Santos da Rocha (UFRRJ)
André Vinicius Martinez Gonçalves (UFPR)
Andréa Leandra Porto Sales (UFPB)
Ângelo Szaniecki Serpa (UFBA)
Anita Loureiro de Oliveira (UFRRJ)
Arlete Moysés Rodrigues (Unicamp)
Benhur Pinós da Costa (UFSM/UFRGS)
Bertrand Cozic (UFPE)
Caio Maciel (UFPE)
Carlos Alexandre de Bortolo (Unimontes)
Carlos Teixeira Campos (UFES)
Catia Antonia da Silva (UERJ)
Cesar Simoni (USP)
Cláudio Luiz Zanotelli (UFES)
Cristiano Quaresma de Paula (FURG)
Daniel Sanfelici (UFF)
Daniela Adil Oliveira de Almeida (UFMG)
Daniela Dias Marinho (USP)
Danilo Volochko (UFPR)
Demian Garcia Castro (Colégio Pedro II)
Denise Cristina Bomtempo (UECE)
Denise Elias (UECE)
Doralice Sátyro Maia (UFPB)
Duval Magalhães Fernandes (PUC-Minas)
Edenilson Dutra de Moura (UNIFAP)
Ederson Nascimento (UFFS)
Edilson Pereira Júnior (UECE)
Ednelson Mariano Dota (Unicamp)
Eliane Melara (UFF)
Elisa Favaro Verdi (USP)
Eliseu S. Sposito (UNESP)
Eneida Maria Souza Mendonça (UFES)
Ester Limonad (UFF)
Eudes Leopoldo (Unifesspa)
Eustógio Dantas (UFC)
Evânio dos Santos Branquinho (UNIFAL)
Everaldo Melazzo (UNESP)
Fábio Contel (USP)
Fábio Tozi (UFMG)
Fania Fridmana (IPPUR/UFRJ)
Felipe Taumaturgo Rodrigues de Azevedo (UERJ)
Flávia da Fonseca Feitosa (UFABC)
Flávio Lima (Unicamp)
Floriano Godinho de Oliveira (UERJ)
Gil Carlos Silveira Porto (Unifal)
Gislene Aparecida dos Santos (UFRJ)
Glauco Bruce Rodrigues (UFF)
Glória da Anunciação Alves (USP)
Gustavo Teixeira Prieto (UNIFESP)
Helena Rizzatti (UFJF)
Hélio Carlos Miranda de Oliveira (UFU)
Heloisa Soares de Moura Costa (UFMG)
Iara Rafaela Gomes (UFC)
Iara Soares de Franca (Unimontes)
Igor Catalão (UFFS)
Igor Martins Medeiros Robaina (UFES)
Isis do Mar Marques Martins (UFPA)
Jader de Oliveira Santos (UFC)
James Amorim Araújo (UNEB)
Janio Roque Barros de Castro (UNEB)
Janio Santos (UEFS)
Jorge Luiz Barbosa (UFF)
José Borzacchiello da Silva (UFC)
Joseli Maria Silva (UFPR/UEPG)
Jovenildo Cardoso Rodrigues (UFPA)
Juçara Spinelli (UFFS)
Juscelino Eudâmidas Bezerra (UNB)
Karla Annyelly Texeira de Oliveira (UFG)
Karla Rosário Brumes (Unicentro)
Kelly Cristine Fernandes de Oliveira Bessa (UFT)
Leda Velloso Buonfiglio (UFF)
Lindon Fonseca Matias (Unicamp)
Lirian Melchior (UFRRJ)
Lisandra Lamoso (UFGD)
Lívia de Miranda (UFCG)
Leandro Dias de Oliveira (UFRRJ)
Leonardo Civale (UFV)
Lorena Francisco de Souza (UFG)
Lourdes de Fátima Bezerra Carril (UFSCAR)
Luciana Corrêa do Lago (UFRJ)
Luciana Ferrara (UFABC)
Luís Renato Pequeno (FAU-UFC)
Márcio José Catelan (UNESP)
Marcio Rufino Silva (UFRRJ)
Marcos Esdras Leite (Unimontes)
Marcos Mondardo (UFGD)
Maria Angélica Magrini (UFU)
Maria Beatriz Rufino (FAU-USP)
Maria de Jesus Morais (UFAC)
Maria Encarnação Beltrão Sposito (UNESP)
Maria Goretti Tavares (UFPA)
Maria Isabel de Jesus Chrysostomo (UFJF/UFV)
Maria José Martinelli (UFGD)
Maria Laura Silveira (CONICET-UBA)
Maria Pontes Fonseca (UFRN)
Maria Tereza Duarte Paes (Unicamp)
Marcos Antônio Silvestre Gomes (UFTM)
Matheus da Silveira Grandi (UERJ)
Mayara Mychella Sena Araújo (UFBA)
Mirlei Fachini Vicente Pereira (UFU)
Nécio Turra Neto (UNESP)
Oscar Alfredo Sobarzo Miño (UFS)
Otávio José Lemos Costa (UECE)
Patrícia Helena MilanI (UFMS)
Patrícia Maria de Jesus (UFABC)
Paula Dieb (UFPB)
Paulo Cesar Xavier (FAU-USP)
Paulo Roberto Rodrigues Soares (UFRGS)
Pedro de Almeida Vasconcelos (UFBA)
Rafael Faleiros de Padua (UFPB)
Rafael Winter Ribeiro (UFRJ)
Rafael Zilio Fernandes (UFOPA)
Rafaela Fabiana Ribeiro Delcol (UFMS)
Rizia Mendes Mares (UPE)
Rita de Cássia Martins Montezuma (UFF)
Rogério Leandro Lima da Silveira (UFPEL)
Saint-Clair Cordeiro da Trindade Junior (UFPA)
Sandra Lencioni (USP)
Sérgio Henrique de Oliveira Teixeira (UNILA)
Silas Nogueira de Melo (UEMA)
Silvana Silva (UFF)
Tatiana Tramontani Ramos (UFF)
Thiago Canettieri (UFMG)
Timo Bartholl (UFF)
Valéria Cristina Pereira da Silva (UFG)
Vicente Eudes Lemos Alves (Unicamp)
Vitor Koiti Miyazaki (UFU)
Wagner Barbosa Batella (UFJF)
William Ribeiro da Silva (UFRJ)
Willame de Oliveira Ribeiro (UEPA)






Instituições que suportam e apoiam o XIX SIMPURB

Confira aqui as instituições que suportam e apoiam a realização desta edição do SIMPURB.






Campus da UNICAMP

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