Notícias

(15/05/2026) Inscrições abertas para STs e minicursos: até 30 de maio




Sobre o Evento

V Simpósio Internacional de História da UEG

01 a 04 de setembro de 2026 - Formosa – Goiás – GO


"Produçao histórica e divulgação da história no século XXI"


O V Simpósio Internacional de História da Universidade Estadual de Goiás (UEG), a ser realizado entre os dias 1º e 4 de setembro de 2026, constitui-se como um importante espaço de fortalecimento da pesquisa histórica, da formação acadêmica e da cooperação científica em âmbito nacional e internacional. O evento busca estimular o intercâmbio intelectual, a circulação do conhecimento e o diálogo interdisciplinar, contribuindo para o desenvolvimento científico, cultural e tecnológico da Universidade Estadual de Goiás e do Estado de Goiás.

A programação reunirá conferências internacionais, mesas-redondas, minicursos, simpósios temáticos, comunicações orais presenciais e on-line, além de atividades culturais, promovendo reflexões críticas sobre a produção, a divulgação e os usos públicos da História no século XXI.

O evento será realizado no Campus Nordeste – Sede Formosa da Universidade Estadual de Goiás, com transmissão ao vivo pelo YouTube e por plataformas de streaming, ampliando o alcance das atividades para participantes de diferentes regiões do Brasil e do exterior.

Desejamos que todas as pessoas interessadas sejam muito bem-vindas e esperamos encontrá-las em Formosa-GO para compartilhar experiências, debates e conhecimentos em torno da História e de seus múltiplos diálogos com a sociedade contemporânea.







Inscrição

Tanto a inscrição como a submissão de trabalhos deve ser feita pela plataforma de gestão de informação do evento clicando aqui.
Fique atento às datas limites e não deixe de participar.

Estão abertas, até 12/08/2026, as submissões de resumo expandido para apresentação de trabalhos nos Simpósios Temáticos do V Simpósio Internacional de História da UEG.

📝 Como participar?
1️⃣ Faça seu cadastro na plataforma (se for ouvinte, sua inscrição já estará concluída).
2️⃣ Confirme seu cadastro por e-mail e acesse o sistema com seu login e senha.
3️⃣ No menu lateral (em cinza escuro), escolha a modalidade desejada e finalize sua submissão.

✔️ Inscrições para ouvintes e comunidade em geral já disponíveis.

🎓 Evento totalmente gratuito!

Datas Importantes

Fique atento às datas importantes, em especial a data limite de submissão de trabalhos.

12 de agosto 2026

Data limite para submissão de trabalho em Simpósio Temático.

20 de agosto de 2026

Divulgação dos trabalhos aceitos pelas coordenações dos Simpósios Temáticos.

30 de agosto 2026

Data limite para matricula em minicurso.







SIMPÓSIOS TEMÁTICOS



Os Simpósios Temáticos (STs) constituem espaços de diálogo, intercâmbio acadêmico e socialização de pesquisas concluídas ou em desenvolvimento, reunindo pesquisadoras e pesquisadores em torno de aproximações temáticas, teóricas e metodológicas. Voltados à área de História e campos afins, os STs também acolhem propostas interdisciplinares, promovendo debates qualificados, a circulação da produção acadêmica e o fortalecimento das redes de pesquisa nacionais e internacionais.

Essa edição so Simpósio Internacional de História da UEG vai contar com 25 Simpósios Temáticos, deste 02 serão de em formato on-line. Os autores de trabalho devem enviar seu RESUMO EXPANDIDO para um destes temas e isso deve ser feito pela plataforma de submissão do evento.

Os títulos e as sinópses dos conteúdos que serão contemplados dentro de cada dos simpósios temáticos estão todos detalhados logo abaixo.

ST1. A inovação das fontes em História: o impresso e o digital como possibilidades para a pesquisa

Jadir Gonçalves Rodrigues (UEG)
Oslan Costa Ribeiro (UEG)


Este simpósio temático, parte do projeto de ensino de mesmo título e escopo, buscará congregar pesquisas que utilizam fontes hemerográficas constituídas tradicionalmente, de que são exemplos textos impressos ou publicação por outros meios, como os digitais, em forma de periódicos, jornais, revistas e outros, e a busca dessas fontes de pesquisa em História – tanto em espaço físico (arquivos públicos) como virtual (hemerotecas digitais) – sobre os fenômenos religiosos, culturais, políticos e sociais. É sabida a resistência da pesquisa em História a partir de fontes disponibilizadas da mídia como um todo, principalmente em redes sociais, devido à insegurança da qualidade da fonte (fake news). Nosso ST não fugirá à demanda dessa discussão por entendermos que, através de um rigor metodológico, é possível, sim, fazer história através das fontes na internet, como devemos nos ater à criticidade às fontes hemerográficas da pesquisa, para não nos alienarmos a elas como palavra final, verdade irrepreensível sobre uma problemática que almejamos fazer a História. Devemos sempre investigar o que há por trás da intenção de cada notícia. Diante disso, buscaremos agregar discussões em torno dessa temática tão necessária nesse tempo em que vivemos.

ST2. Pluralismos Espirituais, Esoterismos e Reelaborações Religiosas na Modernidade Tardia

João Paulo de Paula Silveira (UEG)
Marcelo Reis (UEG)
Marcelo Gustavo Costa de Brito(UEG)


Este simpósio temático propõe reunir pesquisas sobre novos itinerários espirituais, correntes esotéricas e reelaborações de tradições religiosas, sob a lente de uma modernidade tardia plural e descentrada, buscando acolher análises sobre a experiência religiosa em suas múltiplas dimensões individuais, coletivas, narrativas, estéticas, digitais ou articuladas a movimentos sociais, ambientais e identitários. Para além dos recortes tradicionais, esta chamada adota um enfoque ostensivamente inclusivo que pretende tensionar as fronteiras entre o centro e a periferia do sagrado. O simpósio busca discutir os remixes religiosos contemporâneos (Partridge, 2013) e as formas como a imaginação religiosa se entrelaça com a imaginação tecnológica (Singler, 2025), mas também como essas dinâmicas se manifestam no cotidiano de entidades e sujeitos historicamente invisibilizados. No campo dos estudos do esoterismo ocidental, acolhemos tanto as abordagens clássicas de mapeamento de formas de pensamento e correntes históricas (Faivre, 1994), quanto as revisões críticas que propõem o esoterismo como conhecimento rejeitado (Hanegraaff, 2012) ou que problematizam o próprio termo ocidental diante de redes globais e sincréticas de saberes. Nesse sentido, são bem-vindos trabalhos sobre identidades religiosas e espirituais juvenis, periféricas e dissidentes, novas religiões, esoterismos contemporâneos, novas formas de magia ou ocultura, espiritualidades indígenas, afro-diaspóricas, xamânicas e ecoespiritualidades em diálogo com a modernidade, além de investigações sobre religiões digitais, cibercultura, inteligência artificial, mídias tecno-espirituais e debates epistemológicos ou metodológicos inclusivos nos estudos da religião e do esoterismo.

ST3. Tensões contemporâneas: os conhecimentos tradicionais frente às mudanças climáticas

Gleidson de Oliveira Moreira (Faculdade de Anicuns)


Balizada no estudo etnográfico da antropóloga Suzane de Alencar Vieira, intitulado “Entre risos e perigos: Artes da resistência e ecologia quilombola no Alto Sertão da Bahia”, esta proposta analisa os efeitos advindos da crise climática vivenciada hoje, no interior do Brasil. Ao estudar as comunidades tradicionais, especificamente uma comunidade quilombola localizada no alto sertão baiano/Brasil, lugar que há anos tem sofrido com a seca e a falta de água, a pesquisadora identificou a existência de duas ordens de problemas: a) aqueles decorrentes da própria natureza (a alteração dos regimes das chuvas, a obtenção, gestão e uso das águas)  e b) as ações humanas que instalam aerogeradores que alteram a relação da comunidade local com a natureza e, a saúde mental pela produção de ruído), situação que não apartada o humano deste processo. O objetivo desta abordagem é compreender, a partir da perspectiva da comunidade investigada, o cenário dos conflitos ambientais que vivenciam em seus territórios. Fundada sob a prerrogativa capitalista de defesa do desenvolvimento da região sob a justificativa de prosperidade do agronegócio, “desenvolvimento” associado à tecnologia, o desafio de Suzane Alencar é pensar em que medida os mesmos benefícios advindos da tecnologia qualificam os conhecimentos das comunidades tradicionais. Afinal, a culturalização de conhecimentos ancestrais tem exigido novos marcos de narrativas cuja postura ética precisa ser repensada. O lugar das comunidades tradicionais ainda é visto como lugar das vítimas. Como o campo da História tem aberto formas de expressão para outras percepções que contribuam para novas epistemologias? As comunidades tradicionais? A metodologia adotada para esta pesquisa está pautada na etnografia participante e nos depoimentos dos entrevistados. Espera-se, portanto, que este estudo contribua para o entendimento de que os sinais de mudanças da natureza não estejam apartados de ações humanas motivadas pelo capitalismo, que, ao estimular o progresso, desconsidera o humano envolvido no processo.

ST4. História e Música

Tiago de Jesus Vieira (UEG)
José Fernando Saroba Monteiro (Seduc-GO)


O simpósio temático “História e Música” propõe-se a reunir pesquisadores interessados em explorar as múltiplas interfaces entre essas duas áreas, considerando a música tanto como objeto quanto como fonte privilegiada de investigação histórica. O objetivo central é fomentar o debate interdisciplinar acerca das formas pelas quais a música pode ser mobilizada para compreender processos históricos, dinâmicas culturais e construções sociais ao longo do tempo.

A proposta justifica-se pela crescente relevância dos estudos que reconhecem a música como linguagem histórica, capaz de expressar sensibilidades, conflitos, identidades e transformações sociais. Nesse sentido, o simpósio busca acolher trabalhos que abordem a música como documento histórico, examinando suas dimensões estéticas, políticas e sociais; que discutam aspectos teóricos e metodológicos relacionados à análise da música no campo da História; ou que investiguem a música como elemento constitutivo de memórias individuais e coletivas.

Além disso, pretende-se incentivar reflexões sobre a música enquanto meio de interpretação de representações, imaginários e práticas culturais, especialmente no que se refere às culturas populares e às diversas formas de expressão simbólica. Serão igualmente bem-vindas contribuições que analisem processos de interação cultural, tais como hibridismos, sincretismos e aculturações, evidenciando as trocas e influências entre diferentes gêneros, formas e ritmos musicais. Outro eixo relevante diz respeito ao impacto da globalização no campo musical, considerando a circulação transnacional de estilos, a problematização de identidades locais e nacionais, bem como as tensões entre o global e o regional. Nesse contexto, o simpósio busca promover discussões que ultrapassem fronteiras geográficas e epistemológicas, contribuindo para uma compreensão mais ampla das dinâmicas culturais contemporâneas.

Por fim, destaca-se o interesse em trabalhos que abordem o uso da música no Ensino de História, explorando suas potencialidades pedagógicas e seu papel na mediação do conhecimento histórico em diferentes contextos educacionais. Assim, este simpósio configura-se como um espaço plural e interdisciplinar, voltado à troca de experiências, ao aprofundamento teórico e à valorização de abordagens inovadoras no estudo das relações entre música e história.

ST5. Religiões Mediúnicas e Afro-Americanas: trajetórias históricas e novas dinâmicas religiosas na Modernidade

Léo Carrer Nogueira (UEG)
Daniel Precioso (UEG)
André Luiz Caes (UEG)


Este simpósio temático propõe reunir pesquisas que abordem as religiosidades espiritualistas, mediúnicas, africanas e afroamericanas como expressões dinâmicas de resistência sociocultural, identidade e espiritualidade no mundo moderno. Trata-se de um convite ao diálogo acadêmico que reconhece a centralidade dessas tradições religiosas na formação de subjetividades, comunidades e formas de resistência frente a séculos de colonialismo, escravidão e racismo estrutural. Buscando transcender leituras estigmatizadas, folclorizantes ou exotizantes, o simpósio acolhe trabalhos que analisem tanto os processos históricos de repressão, criminalização e marginalização dessas tradições quanto as estratégias contemporâneas de afirmação, ressignificação, visibilidade e inserção nos espaços públicos. Serão bem-vindas reflexões sobre manifestações religiosas originadas no continente africano e suas influências nas práticas religiosas das Américas — como o candomblé, a umbanda, a santería, o vodu, dentre outras — a partir da diáspora africana, assim como expressões que se conectam ao conceito de espiritualidade, como o Espiritismo, Religiões orientais e práticas holísticas e da Nova Era. Espera-se contemplar diversas áreas de pesquisa, como história, geografia, antropologia, sociologia, ciência política, estudos de religião, filosofia e artes, privilegiando abordagens que discutam as práticas, discursos, territorialidades, pedagogias, interfaces políticas, experiências de resistência e os diálogos com a modernidade e a contemporaneidade.

ST6. Oralituras e literaturas em campo expandido: escritura, voz e performance

Jucelino de Sales (UEG)
Cacio José Ferreira (UnB)
Jhenifer Emanuely Rodrigues dos Santos (Seduc-GO)


Na esteira da teoria pós-colonial e da literatura comparada, nas últimas décadas os estudos literários contemporâneos investem no revisionismo de posições refratárias ao cânone literário ocidental, contradizendo as epistemologias eurocêntricas com refutações criativas contra o perigo de uma história única (Adichie, 2019). Historicamente, o pensamento dogmático, canônico, ortodoxo e reducionista acumula apagamentos que empurra para fora das páginas da historiografia literária o grande acervo das literaturas em campo expandido, com loquaz efervescência no recente século, que derivam das oralituras, literaruas, batalhas de rima, rodas de slam, literaturas afro-diaspóricas, dentre outras expressões lítero-culturais (Sales, 2019).

Noções terminológicas como os conceitos de performance oral (Zumthor, 1993), oralitura (Martins, 2003), tradição viva (Bâ, 2010) e escrevivência (Evaristo, 2020), que vêm robustecendo uma historicidade produtiva no espaço literário brasileiro, articulam ampla rede de reflexões estético-literárias que abarcam tecnologias ancestrais como a memória, as oralidades, as escrituras e as manifestações performáticas, experiências estéticas que trazem consigo elementos narrativos, musicais, teatrais, literários e filosóficos.

Nessa vertigem de reconstrução do debate sobre o fenômeno literário, as literaturas e oralituras afrodescendentes, afrodiaspóricas (tanto a afro-brasiliera quanto as africanas de língua portuguesa), como também as literaturas marginais e periféricas, as literaturas regionais (a exemplo da literatura do cerrado) comportam um limiar produtivo de manifestações estéticas irradiadas com os desdobramentos de uma deriva de insatisfações, questionamentos e denúncias desencadeadas ao longo do século XX e consolidadas no limiar do século XXI. Nessa ampla convergência, o debate sobre as oralituras e literaturas em campo expandido se acresce de consignada pertinência na medida em que a visão anticolonialista e anti-imperialista da visada teórica mais recente abre leques de compreensões no que tange aos relacionamentos interculturais.

Este simpósio propõe discutir as literaturas e oralituras em campo expandido, como espaço de produção simbólica atravessado por relações de poder, memória e territorialidade, deslocando o foco crítico para produções situadas à margem dos circuitos hegemônicos de legitimação. O simpósio busca compreender o fenômeno literário em sua dimensão plural, relacional e heterogênea, problematizando os limites do cânone e os modos pelos quais determinadas formas, vozes e experiências são historicamente silenciadas ou marginalizadas.

Nesse horizonte, a literatura é concebida como objeto estético, prática discursiva e produção histórico-social de dimensão simbólica, em que se delineiam embates entre centro e periferia, escrita e oralidade, memória e esquecimento. Do ponto de vista metodológico, o simpósio orienta-se por práticas de cartografia histórico-cultural, mapeamento literário e escuta sensível, articulando narrativas orais e escritas e análise crítica, em consonância com a compreensão da pesquisa em literatura como articulação entre interpretação e aparato teórico (Durão, 2020).

Nesse escopo, o simpósio destina-se à recepção de trabalhos que versem sobre: (i) estudos e investigações sobre poéticas da voz, narrativas orais e performances (afrodiaspórica, regional ou marginalizada); (ii) pesquisas voltadas à memória, à circulação e à recepção sobre oralitura, literatura marginal e periférica, literatura amazônica, literatura afro-brasileira, literatura regional, literatura do cerrado, literatura quilombola. O escopo diverso em torno das formas estéticas em campo expandido amplia o direito à literatura e à sua visibilidade.

ST7. A expansão dos movimentos populistas autocráticos, a resistência e os riscos a democracia no brasil

Marcello Rodrigues Siqueira (UEG)
Suzana Rodrigues Floresta (UEG)


Este simpósio temático discute a expansão dos movimentos populistas autocráticos, a resistência e os riscos a democracia no Brasil. De certa forma, o termo “risco à democracia” tem sido associado à interferência exagerada do Judiciário nos demais poderes da união; a inflação de leis pela judicialização excessiva; a retirada de direitos pela judicialização das liberdades negativas clássicas; ao abuso da discricionariedade judicial e; a falta de accountability. Nesse sentido, o problema pode ser resumido na forma da seguinte pergunta: Existe alguma relação entre a expansão dos movimentos populistas autocráticos, os movimentos de resistência e os possíveis riscos à democracia brasileira? A hipótese é que a raiz do problema não estaria tão somente no suposto abuso de poder por parte do Judiciário. Pelo contrário, advém da expansão dos movimentos populistas autocráticos aqui entendidos como movimentos de extrema direita ou correntes políticas que combinam retórica populista – que divide a sociedade entre um “povo puro” e uma “elite corrupta” – com tendências autocráticas, buscando concentrar poder em um líder carismático e limitar o pluralismo democrático. Esses movimentos frequentemente utilizam mecanismos democráticos como eleições para ascender ao poder, mas, uma vez no governo, agem para fragilizar as instituições liberais. Por sua vez, a resistência democrática refere-se a ações organizadas, pacíficas ou de oposição, realizadas pela sociedade civil, instituições e movimentos sociais para defender direitos, liberdades fundamentais e a ordem democrática contra regimes autoritários, golpes ou retrocessos institucionais. Historicamente, no Brasil, destacou-se a oposição à ditadura militar (1964-1985) e a luta pela redemocratização. Assim, objetiva-se investigar a expansão dos movimentos populistas autocráticos e, mais especificamente, discutir os possíveis riscos à democracia e os movimentos de resistência do ponto de vista nacional e regional. Dentre os referenciais teóricos principais, destacam-se: O povo contra a democracia: por que nossa liberdade corre perigo e como salvá-la (Mounk, 2018); Como as Democracias Morrem (Levitsky e Ziblatt, 2018);

ST8. História das Tecnologias Digitais na Educação: ênfase na inteligência artificial humanizada

Marcos Rogério Martins Costa (UEG)


Este simpósio temático propõe uma reflexão ampla sobre a evolução das tecnologias educacionais, articulando passado, presente e projeções de futuro. Inserido no campo da História da Educação, o debate considera como diferentes períodos históricos moldaram práticas pedagógicas mediadas por tecnologias, desde instrumentos analógicos até sistemas digitais contemporâneos. O contexto do simpósio destaca a crescente presença da inteligência artificial na educação, não apenas como ferramenta técnica, mas como elemento que redefine relações entre ensino, aprendizagem e humanidade.

O objetivo central é compreender as continuidades e rupturas no uso de tecnologias educacionais, enfatizando a necessidade de uma inteligência artificial que preserve valores humanos, como empatia, ética e pensamento crítico. Inspirado por abordagens historiográficas como as de Reinhart Koselleck que valorizam as narrativas e os sentidos construídos ao longo do tempo, o simpósio busca analisar como discursos sobre tecnologia influenciam práticas educativas. Ao mesmo tempo, dialoga com perspectivas contemporâneas, como as de Yuval Noah Harari, que discutem os impactos das tecnologias digitais e da inteligência artificial sobre o futuro da humanidade.

A fundamentação teórica articula conceitos da História Cultural e da Educação Digital, propondo uma leitura que compreende a tecnologia como construção social e cultural. Nesse sentido, a inteligência artificial humanizada é abordada não apenas como inovação técnica, mas como fenômeno que demanda reflexão ética e pedagógica. O simpósio também dialoga com a ideia de “presente-futuro”, entendendo que as tecnologias atuais já antecipam cenários que transformam o papel do professor e do estudante, incentivando práticas mais autônomas e reflexivas.

A metodologia sugerida baseia-se na análise comparativa de diferentes momentos históricos, permitindo identificar semelhanças e diferenças nas formas de apropriação das tecnologias na educação. Essa abordagem favorece a compreensão de como determinadas promessas tecnológicas se repetem ou se transformam ao longo do tempo. Além disso, propõe-se o uso de narrativas e estudos de caso como forma de aproximar o debate da experiência humana, valorizando a educação como processo vivido e não apenas técnico. O simpósio incentiva a troca de perspectivas entre pesquisadores, professores e estudantes, criando um espaço de diálogo interdisciplinar.

Como resultado, espera-se promover uma compreensão mais crítica e sensível das tecnologias digitais na educação, destacando a importância de integrar inovação e humanização. A inteligência artificial, nesse contexto, é vista como potencial aliada na construção de práticas educativas mais inclusivas e personalizadas, desde que orientada por princípios éticos e pedagógicos sólidos. O simpósio contribui, assim, para o desenvolvimento de novas formas de pensar a educação no século XXI, valorizando tanto o legado histórico quanto as possibilidades emergentes. Ao enfatizar a dimensão humana no uso das tecnologias, reforça-se a ideia de que o futuro da educação depende não apenas do avanço técnico, mas da capacidade de construir sentidos compartilhados e experiências significativas de aprendizagem.

ST9. A História Ambiental em suas múltiplas abordagens

Marcus Pierre de Carvalho Baptista (UEG)
Elisabeth Mary de Carvalho Baptista (UESPI)
Liége De Souza Moura (UESPI)


A partir do momento em que o ser humano iniciou sua trajetória sobre a superfície da Terra deu-se a partida em sua relação com a natureza e os recursos desta provenientes. A exploração dos recursos naturais intensificou-se em face à Revolução Industrial transformando significativamente o modo em que as sociedades humanas fazem usufruto da natureza (Hobsbawm, 1981).

Condição de nômades, coletores, caçadores e pescadores, já acrescida pela capacidade ainda que não tão intensiva de cultivar a terra pela agricultura, fixando os seres humanos aos diferentes espaços geográficos conhecidos, passou a ser substituída pela produção industrial, ampliando-se a pressão e exploração da matéria prima natural (Santos, 2001).

Neste sentido, o que levava meses para se produzir manualmente, passou a ser produzido em dias, a partir da utilização da máquina. Essa revolução que proporcionou à sociedade humana ampliar sua capacidade de elaboração de novos e cada vez mais eficientes artifícios ou produtos industrializados, também implicou na transformação gradativa da relação com a natureza, expandindo os processos de degradação ambiental em diferentes formas e níveis de intensidade, bem como uma modificação sensível no tocante ao imaginário social (Pesavento, 2005), haja visto que tratava-se de um momento em que tudo o que antes era constante agora dissolvia-se em plena vista, isto é, “[...] tudo que é sólido se desmancha no ar [...]” (Marx; Engels, 2017, p. 19).

Deste modo, conhecer, analisar e entender as transformações da relação sociedade e natureza e suas implicações no meio ambiente ao longo do tempo no planeta se constitui no objetivo/finalidade da História Ambiental, que “[...] preocupada com as interações entre a natureza e as sociedades humanas do passado, dá importância ao lugar e tenta associar a história humana com os sistemas naturais [...]” (Winiwarter, 2010, p. 2).

De caráter interdisciplinar esse campo do conhecimento agrega em sua abordagem aspectos inerentes às formas de uso e ocupação dos espaços geográficos e as transformações nestes decorrentes das diversas atividades e práticas sociais humanas ao longo do tempo, sendo um debate profícuo diante dos desafios postos na contemporaneidade frente o uso sustentável dos recursos naturais.

Assim, este Simpósio tem por objetivo discutir acerca desta interface entre o ser humano e a natureza. Trabalhos que versem sobre as alterações na paisagem, problemas ocasionados pela ocupação humana, conflitos em função ao acesso de recursos naturais, migrações provocadas por eventos naturais, produções de identidades a partir das relações estabelecidas entre a humanidade e a natureza, discussões teóricas sobre o próprio campo de pesquisa, especialmente entre os séculos XVIII e XXI, dentre outros, serão aceitos para este simpósio. Convidamos pesquisadores em diferentes áreas, mas principalmente no campo da História e Geografia, para que enviem seus estudos para nosso simpósio.

ST10. Patrimônio e religião: interfaces

Eduardo Gusmão de Quadros (UEG)
Washington Maciel da Silva (UEG)


Por ser a religião um elemento importante da cultura brasileira, ela tem influenciado a política estatal de tombamentos e de registros desde seus primórdios. Atualmente o cenário é bastante diverso, deixando a referência básica das igrejas barrocas, para incluir um amplo quadro de manifestações, que abarca terreiros de candomblé, centros espiritas, templos budistas, procissões e festas com os santos da devoção popular. Esse simpósio temático oferece uma oportunidade para refletir acerca da relação básica entre as manifestações religiosas, seus espaços, práticas, crenças e rituais inseridos nos processos de patrimonialização. Esses devem ser compreendidos de maneira ampla, ou seja, estejam os bens culturais reconhecidos oficialmente pelos órgãos públicos ou não. Destacam-se como temas de interesse as questões relacionadas às manifestações religiosas e a identidade nacional, a presença dos símbolos sagrados nos espaços públicos, as práticas alimentares tradicionais ligadas aos rituais, o reconhecimento das identidades religiosas dos grupos subalternos e os objetos de caráter sagrado dispostos por acervos museológicos.

O espectro amplo se justifica pela própria dinâmica social, que a cada dia renova a demanda pela patrimonialização na busca do reconhecimento social, estabilização identitária e afirmação dos direitos sociais. Compreende-se que a relação com o nível transcendente fornece um suporte para essas demandas, espcialmente quando enfocamos os grupos subaltenos, com suas práticas englobadas sob o conceito de religião popular. Por outro lado, vê-se os movimentos de questionamento a certos monumentos que consagram as violências perpeturadas pelos colonizadores, bem como a visão demasiado parcial dos objetos expostos nas instituições museais.

Destarte, queremos refletir sobre o aprofundamento analítico que rementem à novas fontes de pesquisa, novas questões proprpostas e metodologias de investigação inovadoras. Destacam-se os modos de abordar, em especial, a tensão com o campo do que seria classificado como sobrenatural, importante para o respeito às crenças religiosas . Em geral, as crenças que permeiam a inserção na dimensão sagrada rompem com as fronteiras doutrinárias, rituais e éticas mantidas por meio das políticas institucionais que demarcam o oficialmente aceito, os possiveis "desvios" heterodoxos, mas que sobrevivem nas margens manifestando outras formas de poder e de reprodução.

ST11. UEG e seu Papel na Construção do Conhecimento e Desenvolvimento Regional: Trajetória, Impacto e Perspectivas no Século XXI

Líbia Raquel Gomes Vicente Ribeiro (Prefeitura Municipal de Planaltina-GO)
Thaymon Yuri Peres Cardoso (Prefeitura Municipal de Planaltina-GO)
Ronaldo Rodrigues da Silva (Prefeitura Municipal de Planaltina-GO)


Este simpósio temático propõe uma reflexão crítica e multidimensional sobre a Universidade Estadual de Goiás (UEG), investigando sua trajetória histórica, seu impacto social e regional e sua inserção no contexto acadêmico contemporâneo. Como instituição pública de ensino superior amplamente distribuída pelo interior goiano, a UEG desempenha um papel estratégico na democratização do acesso ao conhecimento, representando, em muitas localidades, a única oportunidade de formação superior para comunidades inteiras, fato que, por si só, justifica a necessidade de uma historiografia consistente sobre sua atuação.

O simpósio busca reunir pesquisadores e pesquisadoras interessados em examinar, a partir de perspectivas historiográficas, sociológicas e educacionais, a evolução da UEG desde sua fundação até o tempo presente. Propõe-se discutir como a instituição moldou, e foi moldada por contextos políticos, econômicos e culturais de Goiás e do Brasil, bem como avaliar seu papel atual na produção de conhecimento, na formação de profissionais e no desenvolvimento das comunidades em que está inserida.

Entre os eixos temáticos propostos, destacam-se: a história institucional da UEG e suas transformações ao longo do tempo; as políticas públicas de ensino superior e seus reflexos na estrutura e na missão da universidade; o impacto social e regional da presença da instituição em municípios do interior goiano; a produção científica desenvolvida em seus campos; e os desafios e perspectivas diante das transformações do século XXI, incluindo as demandas por internacionalização, inovação tecnológica e inclusão social.

A relevância deste simpósio reside, ainda, na lacuna historiográfica existente em relação às universidades estaduais brasileiras, frequentemente sub-representadas nas pesquisas acadêmicas quando comparadas às federais. Compreender a UEG é compreender uma parte significativa da história da educação superior em Goiás e, por extensão, do Brasil Central. O evento oferece, portanto, uma oportunidade ímpar de reunir diferentes olhares sobre essa instituição, promovendo o diálogo entre pesquisadores de diversas áreas e regiões.

Espera-se que o simpósio contribua para a construção de uma memória institucional crítica e qualificada da UEG, fomentando debates que articulem passado, presente e futuro da universidade em sua relação com a sociedade goiana e brasileira.

ST12. Didática da história e ensino de história: fundamentos epistemológicos, práticas educativas e horizontes formativos na contemporaneidade

Max Lanio Martins Pina (UEG)
Edson Silva de Lima (UEG)


O presente simpósio temático propõe-se a constituir um espaço qualificado de interlocução acadêmica em torno das relações entre a Didática da História e o Ensino de História, compreendidos não como campos sobrepostos ou intercambiáveis, mas como domínios epistemologicamente distintos e, ao mesmo tempo, profundamente articulados. O objetivo central do simpósio é promover o debate científico acerca dos fundamentos teórico-metodológicos que orientam a produção do conhecimento nesses campos, bem como das práticas educativas deles decorrentes, considerando tanto as dimensões formativas da educação histórica quanto as condições institucionais, culturais e sociais em que o ensino de História se realiza.

A relevância desse debate se impõe com particular urgência no contexto contemporâneo, marcado por transformações profundas nas formas de produção, circulação e apropriação do conhecimento histórico em diferentes esferas sociais. A crescente diversificação dos sujeitos escolares, a expansão dos recursos digitais e das mídias como fontes de referência histórica para as novas gerações, os desafios impostos pelo negacionismo e pela desinformação, bem como as tensões entre prescrições curriculares e autonomia docente, configuram um cenário que exige respostas teóricas e práticas rigorosas por parte da comunidade científica dedicada à área. Nesse sentido, a aproximação entre os fundamentos da Didática da História, enquanto disciplina científica voltada à compreensão da relação entre o pensamento histórico e a formação humana, e as problemáticas concretas do Ensino de História, enquanto prática social situada em contextos escolares e extraescolares, revela-se não apenas pertinente, mas indispensável.

O eixo temático que estrutura este simpósio articula-se em torno de três dimensões complementares. A primeira diz respeito aos fundamentos epistemológicos do campo, abrangendo discussões sobre a natureza do conhecimento histórico escolar, a especificidade da cognição histórica e as categorias que organizam o pensamento histórico nos processos de ensino e aprendizagem. A segunda dimensão contempla as práticas educativas, incluindo análises sobre propostas didáticas, materiais curriculares, usos de fontes históricas em sala de aula e processos de formação docente inicial e continuada. A terceira dimensão orienta-se para os horizontes formativos do ensino de História, interrogando suas finalidades no âmbito da formação da consciência histórica, do exercício da cidadania e da constituição de identidades individuais e coletivas em sociedades marcadas pela pluralidade e pela complexidade.

Espera-se que o simpósio contribua para o adensamento teórico e metodológico das pesquisas desenvolvidas na área, estimulando o diálogo entre investigadores em diferentes estágios de formação e provenientes de distintos contextos de produção acadêmica, com vistas ao fortalecimento do campo como domínio científico autônomo e socialmente comprometido.

ST13. Brasil Republicano em chamas: Rebeliões, Movimentos Sociais e Revoltas

Layra De Sousa Cruz Sarmento (SEEDF e UDF)
Camila Christiana de Aragão Tavares (UDF)


O Simpósio Temático “Brasil Republicano em Chamas: Rebeliões, Movimentos Sociais e Revoltas” propõe-se como espaço privilegiado de reflexão historiográfica, teórico-metodológica e analítica acerca das múltiplas formas de contestação, insurgência e mobilização social que marcaram a experiência republicana brasileira desde sua instauração, em 1889, até os dilemas contemporâneos da democracia no tempo presente. Ao tomar como eixo central as diversas manifestações de resistência — sejam elas revoltas populares, rebeliões armadas, movimentos operários, mobilizações camponesas, lutas raciais, insurgências urbanas, movimentos estudantis, feministas, indígenas, quilombolas ou articulações políticas de enfrentamento às estruturas de poder —, este simpósio visa problematizar a própria constituição da República brasileira como campo de permanentes disputas sociais, políticas e simbólicas.

A proposta parte do pressuposto de que a história republicana nacional não pode ser compreendida exclusivamente a partir das narrativas institucionais do Estado, das elites políticas ou dos projetos oficiais de modernização, mas exige o reconhecimento das tensões, conflitos e enfrentamentos que conformaram sujeitos históricos diversos em suas demandas por cidadania, direitos, reconhecimento e transformação social. Nesse sentido, busca-se reunir pesquisas que explorem tanto episódios emblemáticos — como Canudos, Contestado, Revolta da Vacina, Revolta da Chibata, greves operárias, resistência à ditadura civil-militar, Diretas Já e movimentos sociais contemporâneos — quanto experiências menos visibilizadas, mas igualmente fundamentais para a compreensão das dinâmicas de exclusão, resistência e agência política no Brasil republicano.

Do ponto de vista epistemológico, o simpósio dialoga intensamente com a História do Tempo Presente, a História Social, a História Política renovada e os estudos sobre memória, representações e construções discursivas, reconhecendo que os conflitos sociais não se limitam ao acontecimento em si, mas também se inscrevem nas disputas pela narrativa, pela memória pública e pela legitimidade historiográfica. Interessa-nos, particularmente, fomentar análises comprometidas com sujeitos e categorias historicamente silenciados, cujas trajetórias desafiam modelos tradicionais de interpretação e ampliam os horizontes da produção histórica crítica.

Ao promover o encontro entre diferentes perspectivas, temporalidades e abordagens, este Simpósio Temático pretende contribuir para o aprofundamento das discussões sobre os processos de violência, resistência e transformação que atravessam a experiência republicana brasileira, reafirmando a historiografia como campo essencial para compreender as continuidades, rupturas e disputas que ainda incendeiam o Brasil.

ST14. Estudos Culturais, identidade e patrimônio

Antonio Ricardo Calori de Lion (UEG)
Fernando Martins dos Santos (UEG)


Este Simpósio temático (ST) tem o objetivo de reunir trabalhos que discutam as linguagens articuladas com a pesquisa histórica em perspectiva interdisciplinar. O eixo transversal proposto são os Estudos Culturais tendo como base a discussão sobre as identidades, a educação e o patrimônio. Esse tema ganha destaque e relevância, sobretudo, por pensarmos na complexidade das relações sociais atuais em transformação e, principalmente, situadas no Brasil que é um país multicultural. Olhar para esse campo de pesquisa requer um posicionamento intercultural crítico para historicizar o processo que desencadeou algumas das práticas contemporâneas, enquanto olhamos para o limiar delas, assentado nas teorias críticas de gênero, nas epistemologias do Sul e no interesse em pensar a partir das dimensões sociais e culturais brasileiras, tendo inspiração nos debates realizados por Judith Butler, Stuart Hall, Kathryn Woodward e Tomaz Tadeu da Silva. Tanto a materialidade quanto a cultura imaterial sobressaem enquanto desafios para se questionar os limites da representação e representatividade, bem como o foco na interseccionalidade entre gênero, raça/etnia, classe e outros marcadores sociais. Se debruçar sobre esses temas requer os diálogos tangíveis entre teoria e prática de pesquisa, vislumbrando identidades, diferenças, circularidade cultural e a crítica à centralidade de olhares deterministas sobre a cultura e as relações sociais. Amplia-se os objetos de pesquisa que podem ser debatidos nesse ST como as relações de gênero, os patrimônios material e imaterial, o cinema e o teatro, as metodologias de ensino nas Ciências Humanas tendo como foco esses temas para (re)pensar formas de como tratá-los em sala de aula. Almejamos promover reflexões que permeiem as práticas culturais, suas representações construídas a partir de apropriações e transformações na interface com o dinamismo sociopolítico. Diante disso, convidamos ao debate pesquisadoras e pesquisadores que se preocupam com as transformações culturais e seus impactos no presente, a partir da análise cuidadosa pela interpretação históri

ST15. Teoria da História e História da Historiografia

Manoel Gustavo Neto (UEG) Julierme Sebastião Morais Souza (UEG)


O presente ST tem por objetivo reunir reflexões acerca das possibilidades e limites do conhecimento histórico, estabelecendo diálogos entre as tradições historiográficas e as demandas hodiernas por um conhecimento controlado do passado. Trata-se, portanto, de pensar a História em suas múltiplas dimensões - epistemológica, estética e política - com vistas à orientação do agir no presente. Na interface com as ciências humanas, a filosofia e as artes, a História se apresenta como pesquisa, mas também como narração e, não menos importante, como ação e intervenção nas sociedades contemporâneas. Assim, mostra-se da máxima importância investigar as possibilidades da História em termos de fundamentação teórica e de repertório metodológico, para que se tenha clareza sobre os critérios de plausibilidade no interior do campo disciplinar. Este o terreno próprio da Teoria da História, tanto mais num momento em que os usos e abusos do passado inauguram disputas não apenas entre diferentes versões do conhecimento acadêmico, mas também entre a História profissional e outras abordagens que pretendem substituí-la. Alvo de disputas, o passado histórico demanda tratamento, elaboração. Ora, as regras deste tratamento e as demandas a que essa elaboração visa sanar não são de natureza formal somente, mas, de igual modo, de natureza ética, já que são diferentes posições políticas as que reivindicam este ou aquele passado, seu uso ou descarte. Nesse sentido, a História da Historiografia é indispensável para a Teoria da História, pois consiste num inventário de escolhas teórico-metodológicas, oferecendo assim as condições para que sejam examinadas as relações entre o aparato conceitual e as práticas de pesquisa. É no exercício da profissão, portanto, na consonância e no ruído que por vez aproxima, por vezes afasta diferentes tradições historiográficas, que o aparato conceitual ganha, por assim dizer, sua carne. Para que a Teoria da História não se perca na necessária abstração da reflexão conceitual é que este ST busca na História da Historiografia o contraponto indispensável.

ST16 | ON-LINE | Patrimônios (in)visibilizados e memórias em disputa: olhares entrecruzados sobre materialidades, imaterialidades e resistências

Lucas Pires Ribeiro (UEG - Campus Cora Coralina)


O Simpósio Temático “Patrimônios (in)visibilizados e memórias em disputa: olhares entrecruzados sobre materialidades, imaterialidades e resistências”, proposto para o V Seminário de História: Produção Histórica e Divulgação da História no Século XXI, procura reunir pesquisas que versam sobre os patrimônios culturais a partir de suas múltiplas relações com a memória, a história e a sociedade. A proposta parte do entendimento de que o patrimônio não deve ser percebido unicamente como uma herança preservada do passado, mas como resultado de escolhas, disputas e interpretações construídas ao longo do tempo. Tanto os bens materiais quanto os bens imateriais carregam marcas de pertencimento, mas também como de conflitos, apagamentos, esquecimentos e silenciamentos.

Nesse sentido, o Simpósio Temático objetiva abrir espaço para pesquisas que analisem experiências, sujeitos e grupos que, muitas vezes, ficaram à margem das narrativas oficiais de preservação e patrimonialização. Interessa, a partir do conceito de patrimônio cultural, discutir as memórias de comunidades tradicionais, povos originários, populações negras, mulheres, trabalhadores, grupos populares, movimentos sociais e outras coletividades, cujas memórias foram frequentemente marginalizadas ou apagadas das narrativas hegemônicas. Entretanto, apesar do silêncio e do esquecimento elaborado para preservar uma perspectiva de patrimônio dos setores hegemônicos da sociedade, os indivíduos e os grupos invisibilizados reivindicam o direito de narrar suas histórias e de reconhecer seus patrimônios.

Diante das considerações, serão bem-vindas reflexões voltadas para a educação patrimonial, museus, arquivos, usos públicos do passado, políticas de preservação, divulgação histórica e circulação do conhecimento em diferentes linguagens e espaços. No intuito de aproximar patrimônio, memória e resistência, este simpósio propõe um diálogo plural sobre aquilo que foi preservado, esquecido, disputado ou ressignificado na construção da história. Assim, convidamos estudantes, docentes, pesquisadores, profissionais da educação, da cultura, dos museus, dos arquivos e demais interessados a apresentarem suas comunicações, contribuindo para um debate crítico, interdisciplinar e aberto sobre o Patrimônio Cultural e as memórias em disputa na contemporaneidade.

ST17. Corpos que jogam, mundos que se movem: esportes, corporalidades e conexões historicas

Luiz Henrique de Azevedo Borges (IPHAN)
Leonardo Valadares (Secretaria Municipal de Educação de Formosa)


Este simpósio temático propõe reunir pesquisas dedicadas às múltiplas relações entre história, esportes e corpos, tomando as práticas esportivas como espaços privilegiados de produção de experiências sociais, sensibilidades, identidades, conflitos e representações. Partimos do entendimento de que os esportes constituem fenômenos históricos e culturais capazes de mobilizar dimensões políticas, sociais, econômicas, tecnológicas e simbólicas, ao mesmo tempo em que produzem, disciplinam e transformam corporalidades.

Interessa-nos acolher trabalhos que investiguem o esporte em suas variadas temporalidades e contextos, considerando temas como corporalidade, gênero, raça, saúde, educação, tecnologia, lazer, performance, mídia, profissionalização, nacionalismos, circulação transnacional de práticas esportivas e disputas em torno dos usos sociais do corpo. Também são bem-vindas pesquisas que abordem atletas, torcedores, instituições esportivas, espaços de sociabilidade, práticas de memória e processos de patrimonialização relacionados ao universo esportivo.

O simpósio busca ainda dialogar com perspectivas recentes da historiografia, especialmente a história global e as abordagens para além do humano. Nesse sentido, interessa-nos pensar o esporte a partir das conexões, trocas, deslocamentos e circulações que atravessam fronteiras e articulam experiências locais e globais, considerando fluxos de pessoas, saberes, técnicas, objetos, imagens e práticas corporais em diferentes temporalidades e espaços.

Ao mesmo tempo, propõe-se abrir espaço para reflexões que considerem o papel das materialidades, tecnologias, infraestruturas, paisagens, ambientes, animais e demais agentes não humanos na constituição histórica das experiências esportivas. Tais abordagens permitem compreender o esporte não apenas como prática social e cultural, mas também como campo relacional produzido na interação entre corpos, objetos, espaços e múltiplas materialidades, ampliando as possibilidades de análise histórica para além do humano.

Ao promover o diálogo entre diferentes vertentes historiográficas, o simpósio temático busca refletir sobre o esporte como um campo de experiências historicamente situado, relacional e atravessado por relações de poder, pertencimento, circulação e distinção. Pretende-se, assim, estimular debates interdisciplinares que ampliem as possibilidades analíticas sobre os corpos em movimento, seus significados históricos e suas conexões com diferentes mundos sociais, materiais e ambientais.

ST18. A arte de narrar a história

Michelle dos Santos(UEG)
Lilian Monteiro de Castro(POSLIT-UnB e SEEDF)


Aqui está o texto corrigido, com todos os pontos de interrogação substituídos pelas aspas, acentos e caracteres correspondentes (como a cedilha) corretos:

Em seu ensaio “O narrador: considerações sobre a obra de Nikolai Leskov”, de 1936, Walter Benjamin afirma logo no primeiro parágrafo que “a arte de narrar está em vias de extinção. São cada vez mais raras as pessoas que sabem narrar devidamente” (Benjamin, 1987, p. 197), focando no silenciamento de uma geração traumatizada pela primeira Guerra Mundial para vaticinar a morte da transmissão da experiência humana.

No entanto, sua morte prematura impossibilitou que Benjamin vislumbrasse o vicejar de outro de seus objetos de estudo, a “cultura de massa” que, após o término da Segunda Guerra Mundial, consolidou-se como uma nova forma não somente de consumo, mas também de transmissão de experiências com a ascensão das narrativas históricas e não-ficcionais.

Em Tempo passado: cultura da memória e guinada subjetiva (2007), a crítica argentina Beatriz Sarlo ressalta a transformação da história em bem de consumo “no mercado simbólico do capitalismo tardio” (p.11) e o deslocamento de seus objetos causado por ela: “De um lado, a história social e cultural deslocou seu estudo para as margens das sociedades modernas, modificando a noção de sujeito e a hierarquia dos fatos, destacando os pormenores cotidianos na poética do detalhe e do concreto. Do outro, uma linha da história para o mercado já não se limita à narração de uma gesta que os historiadores teriam ocultado ou ignorado, mas também adota um foco próximo dos atores e acredita descobrir uma verdade na reconstituição de suas vidas” (Sarlo, 2007, p. 11).

A autora relaciona essa mudança à revalorização das narrativas orais que Benjamin temia se extinguir, ao reconhecimento de seu valor testemunhal e à sua disciplinarização. Os relatos, os testemunhos e as autobiografias reconstituem fragmentos de passados “reais” que se dão a conhecer pelas “vozes” próprias àqueles que os vivenciaram, reforçando seus estatutos de verdade ao privilegiarem a narração.

Em contrapartida, essa busca pelo estatuto verdade reflete-se diretamente na produção ficcional, uma vez que reestrutura os parâmetros de verossimilhança, fazendo com que o realismo artístico busque, em muitas obras, marcos na narrativa histórica como pontos de ancoragem, álibis de verossimilhança, detalhes que possam produzir o que Roland Barthes conceituou como “efeito de real”, fazendo com que a narrativa ficcional também seja uma transmissora da narrativa histórica, da experiência humana.

Assim, à proposta que ora se apresenta interessa principalmente acolher trabalhos cujos objetos de análise perpassem narrativas, ficcionais e não-ficcionais, que, de alguma forma, apresentem intersecções entre as experiências subjetivas e a experiência histórica coletiva em diferentes mídias e suportes com vistas a discussões que envolvam conceitos como testemunho, verdade, verossimilhança, realismo, historicidade e afins para estabelecer pontos de contato (e distanciamento) entre a história e a literatura.

ST19. História, Narrativas e Identidades

Marcelo Brito (UEG)
Juliano Piraja (UEG)
Marcelo Reis (UEG)


Sem abdicar da reflexão epistemológica sobre o caráter narrativo da escrita da História e as tensões entre os paradigmas de objetividade e a dimensão construtiva dos relatos, este Simpósio Temático propõe um espaço de debate sobre as relações entre narrativas, imaginários sociais e processos de construção identitária. Parte-se do entendimento de que as narrativas não apenas representam o mundo, mas participam ativamente da produção de sentidos, da legitimação de memórias e da naturalização de determinadas visões da realidade. Em diálogo com as contribuições de Pierre Bourdieu relativas ao poder simbólico, de Bronislaw Baczko sobre os imaginários sociais, de Roger Chartier acerca das representações e suas apropriações, entre outras, o simpósio busca compreender como esses sistemas de significação estruturam percepções e orientam práticas, legitimando discursos e instituições, ao mesmo tempo em que delimitam fronteiras entre pertencimento e exclusão. Interessa investigar os modos pelos quais determinadas interpretações do mundo se tornam hegemônicas – adquirindo aparência de naturalidade e universalidade –, enquanto perspectivas alternativas são silenciadas, contestadas ou mesmo silenciadas. O simpósio pretende reunir pesquisas que examinem processos de produção, circulação, recepção e disputa de narrativas em diferentes contextos históricos e culturais. Serão especialmente bem-vindas investigações sobre suportes documentais, literários, cinematográficos, jornalísticos, televisivos, digitais, autobiográficos, memorialísticos, iconográficos, quadrinísticos e outras formas de representação. Ao estimular o diálogo interdisciplinar entre História, Estudos Culturais, Sociologia e Antropologia, busca-se contribuir para a compreensão crítica dos processos simbólicos que produzem sentidos para a vida social e para as formas pelas quais indivíduos e coletividades compreendem a si mesmos e ao mundo.

ST20. Determinantes Físico-Naturais e processos de ocupação histórica do território

Giuliano Tostes Novais(UEG)


O presente Simpósio Temático propõe um espaço de reflexão e diálogo acerca das relações entre História, Educação Científica e processos contemporâneos de produção, circulação e divulgação de narrativas inclusivas no século XXI. Parte-se da compreensão de que a produção do conhecimento científico e histórico não ocorre de maneira neutra ou isolada, mas em constante interação com contextos sociais, culturais, educacionais e políticos, influenciando formas de representação, memória, pertencimento e participação social. Nesse contexto, o simpósio busca reunir pesquisas que discutam práticas educativas, linguagens, experiências culturais e estratégias de divulgação científica e histórica voltadas à democratização do conhecimento, à valorização da diversidade e à inclusão de grupos historicamente invisibilizados ou marginalizados. Interessa compreender como diferentes sujeitos, instituições e comunidades produzem, compartilham e disputam narrativas sobre ciência, cultura, memória e sociedade, especialmente em contextos marcados por desigualdades sociais, barreiras comunicacionais e desafios educacionais contemporâneos. A proposta acolhe trabalhos relacionados à História da Ciência, divulgação científica, alfabetização científica, educação inclusiva, surdez, acessibilidade, extensão universitária, saberes populares, interculturalidade, memória social, História Pública, formação de professores, linguagens audiovisuais, mídias digitais, literatura, quadrinhos e outras formas contemporâneas de produção e circulação de saberes. Serão especialmente bem-vindas pesquisas que problematizem as relações entre ciência, educação e sociedade, considerando experiências escolares, universitárias, comunitárias e digitais. Dialogando com autores como Paulo Freire, Attico Chassot, Roger Chartier e Boaventura de Sousa Santos, o simpósio parte do entendimento de que os processos de produção e circulação do conhecimento científico e histórico envolvem disputas simbólicas, relações de poder e modos distintos de interpretar e narrar o mundo. Assim, busca-se contribuir para o fortalecimento de perspectivas críticas e inclusivas de educação e divulgação do conhecimento na contemporaneidade. Ao promover o diálogo interdisciplinar entre História, Educação, Ensino de Ciências, Estudos Culturais e Ciências Humanas, o simpósio pretende ampliar as discussões sobre democratização do conhecimento, inclusão, divulgação científica e circulação social de saberes no século XXI.\r\nPalavras-chave. História. Educação Científica. Inclusão. Divulgação Científica.

ST21. História, Educação Científica e Narrativas Inclusivas...

Eleandro Adir Philippsen (UEG)


O presente Simpósio Temático propõe um espaço de reflexão e diálogo acerca das relações entre História, Educação Científica e processos contemporâneos de produção, circulação e divulgação de narrativas inclusivas no século XXI. Parte-se da compreensão de que a produção do conhecimento científico e histórico não ocorre de maneira neutra ou isolada, mas em constante interação com contextos sociais, culturais, educacionais e políticos, influenciando formas de representação, memória, pertencimento e participação social. Nesse contexto, o simpósio busca reunir pesquisas que discutam práticas educativas, linguagens, experiências culturais e estratégias de divulgação científica e histórica voltadas à democratização do conhecimento, à valorização da diversidade e à inclusão de grupos historicamente invisibilizados ou marginalizados. Interessa compreender como diferentes sujeitos, instituições e comunidades produzem, compartilham e disputam narrativas sobre ciência, cultura, memória e sociedade, especialmente em contextos marcados por desigualdades sociais, barreiras comunicacionais e desafios educacionais contemporâneos. A proposta acolhe trabalhos relacionados à História da Ciência, divulgação científica, alfabetização científica, educação inclusiva, surdez, acessibilidade, extensão universitária, saberes populares, interculturalidade, memória social, História Pública, formação de professores, linguagens audiovisuais, mídias digitais, literatura, quadrinhos e outras formas contemporâneas de produção e circulação de saberes. Serão especialmente bem-vindas pesquisas que problematizem as relações entre ciência, educação e sociedade, considerando experiências escolares, universitárias, comunitárias e digitais. Dialogando com autores como Paulo Freire, Attico Chassot, Roger Chartier e Boaventura de Sousa Santos, o simpósio parte do entendimento de que os processos de produção e circulação do conhecimento científico e histórico envolvem disputas simbólicas, relações de poder e modos distintos de interpretar e narrar o mundo. Assim, busca-se contribuir para o fortalecimento de perspectivas críticas e inclusivas de educação e divulgação do conhecimento na contemporaneidade. Ao promover o diálogo interdisciplinar entre História, Educação, Ensino de Ciências, Estudos Culturais e Ciências Humanas, o simpósio pretende ampliar as discussões sobre democratização do conhecimento, inclusão, divulgação científica e circulação social de saberes no século XXI.\r\nPalavras-chave. História. Educação Científica. Inclusão. Divulgação Científica.

ST22. História, literatura, psicanálise e violência em tempos sombrios

Ewerton Ignacio (UEG)


A proposta deste simpósio temático é discutir aspectos concernentes à intersecção entre história, literatura, psicanálise e violência buscando averiguar os modos pelos quais a humanidade vive, sobrevive e se elabora frente a momentos de “tempos sombrios” (ARENDT, 2008) — períodos que se perpetuam em nossos dias. Nesse sentido, à luz de teorias psicanalíticas, interseccionais e filosóficas, serão acolhidos trabalhos cujo objetivo seja investigar as maneiras pelas quais, no plano histórico, a violência é perpetrada, sofrida e representada no (con)texto literário à luz desses postulados. Também são bem-vindas pesquisas que se debrucem, de modo mais específico, sobre a historicidade dos conceitos interseccionais, violência de gênero e violência étnico-racial no contexto social e literário. Ao reunir esses eixos, este simpósio objetiva subsidiar um debate teórico-crítico comprometido com a pluralização das vozes na história, contribuindo para a releitura de sujeitos e grupos sociais estruturalmente excluídos nos e dos campos do saber histórico.

ST23. História Preservada, História Compartilhada

Jessica Gomes (IPHAN SE-DF)
João Gabriel Vilella Guerreiro da Silva (IPHAN SE-DF)
Thiago Pereira Perpétuo (IPHAN SE-DF)


Esta proposta de simpósio tem como objetivo discutir a preservação do patrimônio cultural como uma forma de salvaguarda, produção e divulgação da história, seja ela relacionada a cidades, edificações, paisagens, objetos, manifestações artísticas, práticas ou saberes. Compreende-se que a preservação do patrimônio cultural constitui uma estratégia basilar para a valorização e divulgação das memórias coletivas e cotidianas, possibilitando seu usufruto e sua ressignificação pelas gerações presentes e futuras. A história de uma comunidade e de uma nação possui relação direta com a preservação de suas memórias, saberes e o que por elas foi edificado.

Dessa forma, a proposta tem a intenção de acolher trabalhos com um olhar direcionado a como as práticas preservacionistas, tanto cotidianas quanto institucionalizadas, podem colaborar para que o patrimônio seja preservado em seus múltiplos aspectos. Interessa, ainda, a recepção de pesquisas de caráter multidisciplinar que envolvam diferentes perspectivas, incluindo a formulação e implementação de políticas de preservação, os instrumentos jurídicos e administrativos de proteção — como o tombamento, o registro, a chancela de paisagem cultural e os planos de gestão —, a educação patrimonial, os processos de restauro, as ações de conservação e monitoramento, bem como o recolhimento, a organização e a sistematização de documentação, a elaboração de inventários e as formas de participação social.

O simpósio almeja promover um diálogo ativo com uma abordagem da história direcionada à construção contínua de saberes e à transmissão de conhecimentos. Nesse sentido, esperam-se pesquisas voltadas a um olhar crítico sobre os processos de patrimonialização, reconhecimento, salvaguarda, práticas preservacionistas e transmissão da história e da cultura.

Destaca-se que abordagens do ponto de vista arquitetônico, urbanístico, paisagístico, sociológico, antropológico, educacional e historiográfico são bem-vindas. Esse escopo mais abrangente tem a intenção de contemplar reflexões sobre a relevância da preservação dos aspectos materiais e imateriais do patrimônio cultural.

Ao promover esse debate sobre as múltiplas formas de preservação patrimonial, o seminário temático pretende evidenciar o papel do patrimônio cultural na construção da memória, no fortalecimento da cidadania e na divulgação da história para a sociedade.

ST24. Múltiplos olhares sobre a questão urbana e ambiental de formosa/go

Wilson Lopes Mendonça Neto (UEG)
Priscila Maia Barbosa (UEG)
Fábio de Macedo Tristão Barbosa (UEG)


A questão urbana e ambiental ocupa posição central nos debates contemporâneos sobre as transformações socioespaciais decorrentes da expansão das relações capitalistas de produção e de seus impactos sobre as cidades e os territórios. No contexto do Cerrado goiano, tais processos manifestam-se de forma particularmente expressiva em Formosa/GO, município que, nas últimas décadas, tem experimentado profundas mudanças em sua configuração urbana, econômica, social e ambiental. A expansão da urbanização, a valorização da terra, a diversificação dos usos do solo e a crescente pressão sobre os recursos naturais evidenciam dinâmicas que extrapolam a realidade local, inserindo o município em processos mais amplos de reestruturação do espaço regional e nacional. O objetivo deste Simpósio Temático é promover o intercâmbio de pesquisas e reflexões sobre a produção do espaço urbano e as questões ambientais em Formosa/GO, reunindo pesquisadores, docentes, estudantes e profissionais de diferentes áreas do conhecimento.

Busca-se estimular o diálogo interdisciplinar acerca dos processos de urbanização, das relações entre sociedade e natureza e dos desafios decorrentes das transformações territoriais contemporâneas. A relevância do simpósio reside na necessidade de ampliar a compreensão das múltiplas dinâmicas que conformam a realidade urbana e ambiental de Formosa, marcada pela articulação entre processos globais e locais, pela expansão das relações capitalistas de produção, pelas desigualdades socioespaciais e pelos impactos sobre o Cerrado e a qualidade de vida da população. Compreender essas transformações contribui para o fortalecimento da produção científica e para a formulação de interpretações e propostas voltadas ao desenvolvimento urbano e ambiental socialmente mais justo e sustentável. O eixo temático contempla pesquisas concluídas ou em andamento que abordem a produção do espaço urbano e as relações sociedade-natureza sob diferentes perspectivas teóricas e metodológicas. Serão acolhidos trabalhos sobre planejamento urbano, uso e ocupação do solo, políticas públicas, patrimônio, mobilidade, habitação, meio ambiente, Cerrado, conflitos territoriais, sustentabilidade, justiça ambiental e temas correlatos, bem como estudos comparativos que contribuam para a compreensão da realidade de Formosa/GO e de outras cidades submetidas a processos semelhantes de transformação socioespacial.

ST25 | ON-LINE | Produção histórica e divulgação da História Antiga e Medieval no Brasil Contemporâneo

Victor Passuello (UEG)


Por causa do crescimento dos influencers que divulgam conteúdos históricos pelas TICs no nosso País nos últimos anos os professores e pesquisadores de História Antiga e Medieval tiveram que repensar como divulgar os seus conteúdos pelas TICs, tanto para evitar as Fake News, como para contribuir com a popularização do conhecimento científico. Assim, novas iniciativas surgiram como a popularização de Podcasts relacionados a pesquisa da história antiga e medieval. Em conjunto com a discussão da História Pública os pesquisadores de História Antiga e Medieval também tiveram que não somente pensar em novas estratégias comunicativas como, também, pensar na renovação metodológica da produção da História Antiga e Medieval que esteja em constante diálogo com o nosso presente. Nas últimas décadas, então, surgiram novos temas para a História Antiga e Medieval, como a História Global que destaca a questão da conectividade entre os agentes históricos e a força de uma narrativa da cultura material. Outros temas, como a cultura digital e o ensino da História Antigas e Medievais também ganharam força, além da História de Gênero e dos Subalternos que estão contribuindo para uma ampliação do campo de estudos da História Antiga e Medieval no mundo Contemporâneo e o combate a uma perspectiva eurocêntrica da história. Antigos temas também estão em constante renovação como a história política e econômica dos Antigos Impérios por meio da questão da relação entre centro e periferia. Assim, neste simpósio temático serão aceitos trabalhos e reflexões que pensam sobre as novas perspectivas da produção histórica e do ensino da História Antiga e Medieval, bem como novas propostas de divulgação dessa produção nas TICs que estão relacionadas com a discussão da História Pública.

ST26. Formação de historiadores para a aprendizagem e o ensino de História

Roberta do Carmo Ribeiro (UEG)
Sandra Rodart Araújo (UEG)
Vinicius Borges Alves (UEG)


Este Simpósio Temático propõe um espaço de diálogo, socialização e reflexão sobre a formação de historiadores para a aprendizagem e o ensino de História. A proposta parte das experiências desenvolvidas pelos subprojetos PIBID de História da Universidade Estadual de Goiás, vinculados aos câmpus de Anápolis, Cidade de Goiás, Formosa, Goianésia, Quirinópolis e Uruaçu, mas se abre à participação de pesquisadoras, pesquisadores, docentes, licenciandos e estudantes de pós-graduação de outras instituições, redes de ensino e contextos formativos. O objetivo central consiste em reunir trabalhos que problematizem as relações entre formação docente, prática escolar, cultura histórica, saberes escolares da História e processos de ensino e aprendizagem histórica. A relevância da proposta reside na necessidade de fortalecer espaços acadêmicos dedicados à análise das experiências formativas que articulam universidade e escola. O Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência consolidou-se como política decisiva para a formação inicial de professores, pois insere os licenciandos no cotidiano escolar e amplia sua compreensão sobre os desafios concretos da docência. No caso da História, essa inserção favorece a construção da identidade profissional do professor-historiador, ao aproximar teoria historiográfica, cultura escolar, práticas de ensino, planejamento, pesquisa e reflexão crítica sobre a aprendizagem histórica. O eixo temático do simpósio define-se pela articulação entre formação de professores de História, aprendizagem histórica e práticas de ensino. Parte-se da compreensão de que a formação docente não se restringe à apropriação de conteúdos historiográficos, mas envolve a construção de saberes escolares da História, a análise das condições sociais da escola, o diálogo com os estudantes da educação básica e a produção de metodologias capazes de enfrentar as demandas da cultura histórica contemporânea. Nesse sentido, o simpósio acolherá trabalhos sobre experiências do PIBID, estágio supervisionado, projetos de ensino, pesquisa e extensão, consciência histórica, aprendizagem histórica, usos públicos do passado, ensino de história local e regional, livro didático, avaliação da aprendizagem, produção de materiais didáticos, tecnologias digitais e práticas inovadoras no Ensino de História. Espera-se que o Simpósio Temático fortaleça redes de colaboração entre os subprojetos PIBID de História da UEG e amplie o diálogo com outras experiências do campo do Ensino de História. Ao reunir universidade, escola e diferentes espaços de produção do conhecimento histórico, a proposta reafirma a importância de uma educação histórica crítica, democrática e socialmente comprometida, capaz de formar professores atentos às disputas de memória, às desigualdades sociais e aos desafios políticos do tempo presente.


Atividades e Fóruns

Abaixo você confere alguns dos diferentes tipos de atividades que serão realizadas dentro desta edição do Simpósio Internacional de História da UEG.

Inscreva-se Já!


PALESTRAS

Com o objetivo de enriquecer e orientar as dicussões sobre temas de interesse da comunidade de estudantes, profissionais e pesquisadores, a comissão organizadora está convidando importantes nomes da área. Saiba mais.

Aulas-Show

A aula-show “História Pública e Música” propõe uma experiência que articula arte, memória e conhecimento histórico, promovendo reflexões sobre a formação da identidade cultural brasileira por meio da música popular. Saiba mais.

OFICINAS E CURSOS

Pela plataforma do evento, os participantes poderão expandir suas formações escolhendo as oficinas e os cursos aplicados que mais interessarem nos dias e horários indicados. Saiba mais.

MESAS REDONDAS

Essa edição do evento vai contar com mesas redondas compostas por nomes importantes do cenáro nacional. As mesas são importantes fóruns de dicussão e você não pode deixar de participar. Saiba mais.

Submissão de Trabalhos

1. NORMAS PARA SUBMISSÃO DE RESUMOS EXPANDIDOS EM SIMPÓSIOS TEMÁTICOS
Serão aceitos Resumos Expandidos para apresentação oral nos Simpósios Temáticos (STs) do evento. Os trabalhos submetidos deverão ser vinculados a um dos Simpósios Temáticos disponíveis no sistema de inscrição, conforme a escolha realizada pelo(a) autor(a) no momento da submissão.
A Comissão Científica e a Comissão Organizadora reservam-se o direito de realocar os trabalhos aprovados para outro Simpósio Temático, quando julgarem que há maior adequação temática, necessidade de equilíbrio na distribuição das comunicações ou outras demandas relacionadas à organização acadêmica do evento.
A eventual realocação não implicará prejuízo à avaliação ou à apresentação do trabalho.

:: Confira aqui as normas e regras de formatação do resumo expandido.
:: Baixe aqui o arquivo TEMPLATE criado para padronizar e facilitar a confecção do resumo expandido.

Acesse aqui a plataforma de submissão de trabalhos.


2. NORMAS PARA SUBMISSÃO DE RESUMO EXPANDIDO NA MODALIDADE PÔSTER

Serão aceitas propostas de apresentação na modalidade pôster por meio da submissão de Resumo Expandido.
Os trabalhos deverão estar relacionados ao tema geral do V Simpósio Internacional de História da UEG: Produção histórica e divulgação da História no século XXI, contemplando pesquisas, experiências de ensino, ações de extensão, divulgação científica, patrimônio cultural, memória, narrativas, espacialidades e cartografias, cultura histórica, práticas de preservação e demais interfaces entre História e áreas afins e a sociedade contemporânea.

A submissão do Resumo Expandido não estará vinculada aos Simpósios Temáticos do evento, constituindo uma modalidade própria de apresentação.

:: Confira aqui as normas e regras de formatação do resumo expandido.
:: Baixe aqui o arquivo TEMPLATE criado para padronizar e facilitar a confecção do resumo expandido.

Acesse aqui a plataforma de submissão de trabalhos.






Programação do Evento

Terça-feira, 01 de setembro de 2026


08h00 | Credenciamento

13h00 | Simpósios Temáticos Presenciais (14h às 16h) e Divulgação Interativa de Livros (13h às 17h)

19h00 | Abertura Oficial do Evento

Cerimonial com o Reitor, Pró-Reitores e Diretor do Instituto, seguido de boas-vindas pelos coordenadores do evento no Câmpus Nordeste
Dra. Michelle dos Santos e Dr. Marcelo Reis.

Conferência de abertura: “Comunicando a história brasileira: o Brasil nos Estados Unidos da América”.
Dr. Paulo Dutra (University of New Mexico – UNM)
Dra. Thayza Matos (University of New Mexico – UNM)
Mediação: Dr. Eduardo Quadros (PROMEP/UEG)

Quarta-feira, 02 de setembro de 2026


08h30 | Mesa redonda e roda de conversa com professores da Educação Básica: “História do tempo presente, diversidade de diversidades e direitos humanos na América Latina”
Expositores:
Dra. Mariana del Rocío Aguilar Bobadilla
Dra. Isabella Christina da Mota Bolfarini
Mg. Matías Penhos
Dr. Pedro Pulzatto Peruzzo
Dr. Diego Tellez
Mg. Cecilia Touris
Mediação: Isabella Christina da Mota Bolfarini (TECCER/UEG)

14h00 | Minicursos de capacitação

19h00 | Aulas-show: apresentações artísticas e musicais

“Pixinguinha no Bar Gouvea: tradição sociomusical de tempos antigos na cidade do Rio de Janeiro”
Dr. Leonardo Santana da Silva (UFF; Academia Carioca de Letras)
Apresentação artística (instrumentos): violoncelo e pandeiro

“Desenvolvimento da Música Popular Brasileira a partir dos anos 1950”
Dr. Eduardo Kolody (UFES; UNICAMP)
Apresentação artística (instrumento): CDJ

“A harmonia europeia tropicalizada”
Dr. Marco Tulio (UFC)
Apresentação artística (instrumento): violão
Mediação: Dr. Manoel Gustavo de Souza Neto (PPGHIS/UEG)

Quinta-feira, 03 de setembro de 2026


08h30 | Mesa redonda “Fontes históricas”
Expositores:
Dr. Jorge Pedro Sgrazzutti (Universidade Nacional de Rosário)
Dra. Silvia Graciela Simonassi (Universidade Nacional de Rosário)
Dr. Mario Glück (Universidade Nacional de Rosário)
Mediação: Dr. Robson Rodrigues Gomes Filho (PPGHIS/UEG)

14h00 | Apresentação de Trabalhos e Reunião de Cursos de História
Simpósios Temáticos Presenciais (14h às 16h), Pôsteres (14h às 16h) e Reunião de Cursos de História (16h30 às 18h30)

19h00 | Conferência de encerramento: “A inteligência artificial e o futuro do passado: desafios para a história e a memória”.
Dra. Sônia Meneses (URCA)
Mediação: Dr. Thiago Henrique Costa Silva (PPGHIS/UEG)

20h00 | Apresentação cultural: peça teatral do projeto de extensão “Marcas”, da UEG.
Coordenação: Dr. Itelvides José de Morais (PPGHIS/UEG)

Sexta-feira, 04 de setembro de 2026


09h00 | Simpósios Temáticos Virtuais

13h00 | Simpósios Temáticos Virtuais






Palestras



Conferência de abertura: “Comunicando a História brasileira: O Brasil nos Estados Unidos da América”

A noite de abertura do evento será marcada pela conferência “Comunicando a História Brasileira: O Brasil nos Estados Unidos da América”, dedicada à reflexão sobre as formas contemporâneas de circulação, tradução e representação da História do Brasil e da cultura afro-brasileira no contexto acadêmico e cultural norte-americano.

A atividade contará com a participação do Prof. Dr. Paulo Dutra, do Department of Spanish and Portuguese da University of New Mexico (UNM), e da Profa. Dra. Thayza Matos, do Africana Studies Department da mesma instituição, cujas pesquisas dialogam com temas como literatura, identidade racial, memória social e representações culturais. A mediação será conduzida pelo Prof. Dr. Eduardo Quadros (PROMEP/UEG).

Integrando a programação inaugural do evento, a conferência promoverá um diálogo transdisciplinar entre História, Literatura e Estudos Culturais, fortalecendo as conexões acadêmicas entre Brasil e Estados Unidos e convidando o público a refletir sobre os diferentes modos de narrar, interpretar e comunicar a experiência histórica brasileira em perspectiva transnacional.

Expositores(as):
Dr. Paulo Dutra (University of New Mexico – UNM)
Dra. Thayza Matos (University of New Mexico – UNM)
Moderador: : Dr. Eduardo Quadros (PROMEP/UEG)
Data: Terça, 01/09 as 19h00

Paulo Dutra is a writer, poet, and scholar whose work bridges Luso-Brazilian literature, Afro-Latin American cultural studies, and contemporary critical approaches to race and artistic production. Trained internationally—culminating in a PhD in Latin American Literature from Purdue University—he brings a distinctive interdisciplinary voice to his research, teaching, and creative work. Dutra is the author of two critically acclaimed books of creative writing, Aversão oficial: resumida (Malê, 2018) and abliterações (Malê, 2019). Abliterações achieved international recognition as a semifinalist for the 2020 Oceanos Prize. His poetry has been celebrated for its innovative fusion of experimental form, everyday language, Afro-diasporic consciousness, and incisive critiques of racism and police brutality. As a scholar, Dutra specializes in the intersections of race, literature, and cultural expression across the Americas. His research offers independent and often disruptive alternatives to mainstream approaches in Luso-Brazilian and Latin American studies. He has published on topics ranging from racial discourse in Machado de Assis, to rap, urban identity, and the politics of Blackness in the rap of Racionais MC’s, to new theoretical readings of Don Quijote. His academic work appears in journals and edited volumes in Brazil, Argentina, and the United States, and he is increasingly recognized for advancing Afro-descendant perspectives in both scholarship and pedagogy. His widely circulated article “O “Recitatif” de Machado de Assis: Para uma leitura negra de “Missa do galo” e “Teoria do medalhão”” is frequently cited for its intervention in reimagining the teaching of Brazilian literature.


Thayza Matos tem seu Pós-doutorado em andamento no Departamento de Africana Studies, da University of New Mexico (UNM). Doutora em Literatura e Práticas Sociais (2021) e mestre em História -Sociedade, Política e Cultura, (2017) ambas pela Universidade de Brasília (UnB). Possui especialização lato-sensu em Literatura e Mídias Contemporâneas (2018) e em História, Narrativas e Identidades (2022), bem como Licenciatura em História (2013) pela Universidade Estadual de Goiás (UEG). Membro dos Grupos de Pesquisas: Mayombe (literaturas africanas e afrodescendentes) desde 2018 e GPTEC - Grupo de Pesquisa em Imagens técnicas (CNPq) desde 2012. Interesse nas áreas de História e literatura, atuando principalmente nos seguintes temas: Decolonialidade, Diaspora Africana, História Contemporânea, Literatura Contemporânea e Literatura e Novas Mídias




Eduardo Quadros Possui a graduação em Historia pela Universidade Católica do Salvador (1992), o bacharelado em Teologia pelo Instituto Teológico da Bahia (1996) Mestrado em Ciências da Religião pela Universidade Metodista de São Paulo (1998) e Doutorado em História pela Universidade de Brasília (2005). Pós-doutor pela PUC MInas com pesquisa sobre o catolicismo e a ditadura civil-militar (2023). É professor da Pós-graduação Pontifícia Universidade Católica de Goiás e da Pós-graduação da Universidade Estadual de Goiás (PROMEP). Coordenou o curso de graduação em História da PUC-GO em 2009-10 e foi coordenador do Mestrado em História (2010-16). Membro do Conselho Editorial da Revista Caminhos (Ciências da Religião) e da Revista Mosaico (PUC Goiás). Possui ênfase em História religiosa e Teoria da História, atuando principalmente nos seguintes temas: historia e religião, história do cristianismo, Teoria da história e metodologia de pequisa. Membro do CEHILA, da ABHR, da Rede de Pesquisa em História e Catolicismo no mundo contemporâneo e do Grupo de Pesquisa em Religião, Política e Espaço Público. Compõe o Comité de Ética em Pesquisa da PUC Goiás.







Conferência de encerramento: “A inteligência artificial e o futuro do passado: desafios para a história e a memória”

A palestra propõe uma reflexão sobre os impactos da inteligência artificial na produção, circulação e validação de narrativas sobre o passado. Em um cenário marcado pela expansão dos modelos generativos, torna-se urgente discutir como esses sistemas reorganizam informações históricas, mobilizam fontes, reproduzem vieses e participam da construção de sentidos sobre a memória coletiva. A abordagem considera os desafios colocados para o ensino de História, especialmente diante do uso crescente de chatbots em pesquisas escolares e acadêmicas, bem como os riscos relacionados à simplificação, à descontextualização e à naturalização de interpretações históricas. Também serão discutidas questões relativas à governança das fontes históricas, à curadoria do passado e à necessidade de critérios éticos, críticos e metodológicos para lidar com tecnologias que não apenas acessam arquivos e dados, mas também produzem sínteses, silêncios e enquadramentos sobre a experiência histórica.
Expositores(as):
Dra. Sônia Meneses (URCA)
Mediação: Dr. Thiago Henrique Costa Silva (PPGHIS/UEG)
Data: Quinta, 03/09 as 19h00

Sônia Meneses possui pós-doutorado na Universidade de São Paulo-USP. Doutorado em História pela Universidade Federal Fluminense (UFF), mestrado em História Social pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Atualmente curso pós-doutorado na Universidade Federal de Ouro Preto - UFOP (2025-2026). Sou professora associada da Universidade Regional do Cariri URCA, integrante do Programa ProfHistória exercendo atualmente a coordenação de mídia e comunicação da Comissão Acadêmica Nacional-CAN. Fui Editora-Chefe da Revista Brasileira de História (2023-2025); Bolsista de produtividade do CNPQ. Tenho como áreas de atuação: Teoria da História, História do Tempo Presente e História Pública, nos temas: Ensino de História, Ditaduras; Negacionismo e Inteligência Artificial e usos do passado. Atualmente coordenadora do TEIA - Laboratório de Produção Audiovisual e Memória.

Thiago Henrique Costa Silva Doutor em Agronegócio pela Universidade Federal de Goiás (UFG), Doutorando e Mestre em Direito Agrário (UFG) e Graduado em Direito (UFG). Graduado em Economia pelo Instituto de Ensino Superior de Brasília (IESB). Tem especializações em Direito Público, pelo Centro Universitário UniGoiás, em Direito Penal e Processo Penal e em Perícia Contábil pela Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS). Perito Criminal na Superintendência de Polícia Científica do Estado de Goiás. Já foi Coordenador-Geral de Ensino da Superintendência de Polícia Técnico-Científica do Estado de Goiás (2021-2022). Também foi Coordenador de Ensino Presencial e Pesquisa no âmbito da Secretaria de Segurança Pública do Estado de Goiás (2022-2023). Professor e pesquisador da Universidade Estadual de Goiás (UEG), sendo titular da cadeira de Direito Constitucional. É professor colaborador do Programa de Pós-Graduação em História da UEG. Coordena os Grupos de Estudo e Pesquisa em Educação e Meio Ambiente (GEMA/UEG), em Natureza, Estado, Sociedade e Direito (GENES/UEG) e em Políticas Públicas e Agrariedades (GEPPA/UNIALFA). Integra o Grupo de Estudos e Pesquisa em Direitos Coletivos (GEPDC). Editor-Geral da Revista de Direito Socioambiental da UEG (REDIS), Editor-adjunto da Revista da Faculdade de Direito da UFG e Editor da Seção de Crimes Ambientais na Revista Brasileira de Criminalística. Avaliador cadastrado no INEP/MEC e no Conselho Estadual de Educação de Goiás. É professor e pesquisador na Escola de Pós-Graduação da Academia da Polícia Militar do Estado de Goiás, na Escola Superior da Polícia Penal de Goiás, na Coordenação de Ensino da Polícia Técnico-Científica e na Coordenação de Ensino da Segurança Pública do Estado de Goiás. Tem experiência na área de Direito, com ênfase em Direito Constitucional e Agrário, atuando principalmente nos seguintes temas: metodologia da pesquisa, questão agrária, (des)envolvimento rural, políticas públicas, territorialidades, segurança e soberania alimentar e das águas.






MINICURSOS



Os minicursos constituem espaços formativos voltados ao aprofundamento teórico, metodológico e prático de temas relacionados à História, ao ensino, à pesquisa e aos diálogos interdisciplinares com áreas afins. Ministrados por pesquisadoras, pesquisadores e profissionais qualificados, com reconhecida atuação em suas áreas de especialidade, os minicursos buscam ampliar a troca de experiências acadêmicas, estimular novas perspectivas de investigação e promover a difusão do conhecimento histórico em diálogo com diferentes públicos.

A proposta formativa dos minicursos contempla estudantes de graduação e pós-graduação, professoras e professores da educação básica e superior, pesquisadoras e pesquisadores, além da comunidade em geral interessada nos debates historiográficos, culturais e educacionais contemporâneos. Desse modo, as atividades reafirmam o compromisso do evento com a integração entre ensino, pesquisa e extensão, fortalecendo a aproximação entre universidade e sociedade.

A programação completa dos minicursos será divulgada em breve.







Mesas Redondas


MR01 | “História do tempo presente, diversidade de diversidades e direitos humanos na América Latina”

Expositores(as):
:: Dra. Lucila Dora Mezzadra (Universidad de Quilmes - Argentina)
:: Dra. Waleska Miguel Batista
:: Guilherme Perez Cabral
:: Dr. Diego Tellez
Mediação: : Isabella Christina da Mota Bolfarini (TECCER/UEG)
Data: Quarta, 02/09 as 08h30


Lucila Dora Mezzadra é Licenciada en Ciencias Sociales, Profesora de Ciencias Sociales y Doctora en Ciencias Sociales y Humanas por la Universidad Nacional de Quilmes. Mi objeto de indagación es el desarrollo de la institucionalidad de género en gobiernos locales y la implementación de políticas públicas de abordaje de la violencia contra las mujeres. Mis proyectos actuales analizan la configuración de la violencia como problema público y las disputas de saberes en la implementación de políticas, particularmente en la articulación entre áreas de género y sistema sanitario. He participado en múltiples proyectos de investigación sobre enfermería y cuidados sanitarios, abordando las dimensiones materiales, emocionales y morales del trabajo de cuidado. En el marco del proyecto de extensión universitaria de la Universidad Nacional de Quilmes "Levanta la mano: el derecho a vivenciar el espacio intersubjetivo" desarrollo actividades de Educación en derechos humanos destinadas a niños, niñas y adolescentes.




Waleska Miguel Batista é Professora Permanente do Mestrado em Direito e da Graduação em Direito da Pontifícia Universidade Católica de Campinas, Escola de Ciências Humunas, Jurídicas e Sociais (PUC-Campinas). Pós-Doutora em Educação pela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Doutora em Direito Político e Econômico pela Universidade Presbiteriana Mackenzie. Mestrado em Sustentabilidade e Graduação em Direito pela PUC-Campinas. Pesquisadora da Linha de Cooperação Internacional e Direitos Humanos da PUC-Campinas. Advogada.




Guilherme Perez Cabral é Professor Titular (Categoria A1) da Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC-Campinas). Membro do corpo docente permanente do Programa de Pós-graduação stricto sensu em Direito (PPGD), vinculado à Linha de Pesquisa "Cooperação Internacional e Direitos Humanos". Líder do grupo de pesquisa "Cooperação Internacional, Democracia e Direitos Humanos" (CNPq/PUC Campinas). É pesquisador colaborador do Laboratório de Políticas Públicas e Planejamento Educacional - LaPPlanE (Unicamp). Doutor em Direito pela Universidade de São Paulo (2014), mestre em Direito pela Universidade Metodista de Piracicaba (2008) e graduado em Direito pela PUC-Campinas (2003). Concluiu Pós-doutorado na Escola de Ciências Sociais da Universidade de Cardiff - País de Gales (2024). Desenvolve a pesquisa, com financiamento CNPq: "Contribuições crítico-descoloniais à aferição da pobreza relativa e multidimensional, por meio da abordagem consensual, na América Latina" (2024-205). Ministra as disciplinas "Metodologia Jurídica", "Direito Internacional Público" e "Direito do Comércio Internacional", na Graduação; e, no Mestrado, "Perspectivas Periféricas do Direito INternacional dos Direitos Humanos", "General Theory of Human Rights: dialogues and vulnerabilities" (Human rights and poverty) e "Seminários Avançados de Pesquisa". Tem experiência acadêmica nas áreas de Hermenêutica Jurídica, Filosofia e Teoria Geral do Direito, Direito Internacional e Direitos Humanos, atuando principalmente com os temas: pensamento descolonial, direito internacional interamericano, direito à educação, democracia, cidadania e pobreza multidimensional.

Diego Fernando Téllez Bernal é Doutor em Desenvolvimento e Cooperação Internacional pela Universidade de Múrcia (Espanha). Mestre em Gestão e Planejamento do Desenvolvimento Local pela Universidade de Múrcia (Espanha). Graduado em Comunicação Social e Jornalismo pela Universidade do Quindío (Colômbia). Diretor da Especialização em Educação, Cultura e Política na Universidade Nacional Aberta e a Distância – UNAD Colômbia.

Isabella Christina da Mota Bolfarini possui graduação em Direito pela Fundação de Ensino Eurípides Soares da Rocha (2001), Mestrado Profissional em Direitos Humanos pela Universidade Católica de Louvain la Neuve - Bélgica (2003), Mestrado Acadêmico em Direito Comparado pela Universidade Livre de Bruxelas (2005), reconhecido pela Universidade de São Paulo - USP; é especialista em Educação em Direitos Humanos pela Universidade Católica do Uruguai (AUSJAL e IIDH, 2010 - 2011), possui Doutorado em Direito Político e Econômico pela Universidade Presbiteriana Mackenzie (SP) e Pós-Doutorado em Direitos Humanos na Universidade Federal do Mato Grosso do Sul.





MR02 | “Fontes Históricas”

A mesa-redonda “Fontes Históricas” promoverá um debate sobre os desafios teóricos e metodológicos envolvidos no trabalho com diferentes tipos de fontes na pesquisa histórica contemporânea, destacando abordagens críticas, perspectivas interdisciplinares e o impacto das novas tecnologias na análise documental.

A atividade contará com a participação do Prof. Dr. Jorge Pedro Sgrazzutti, do Prof. Dr. Mario Glück e da Profa. Dra. Silvia Graciela Simonassi, pesquisadores da Universidade Nacional de Rosário (Argentina) reconhecidos por suas relevantes contribuições à historiografia latino-americana. A mediação será realizada pelo Prof. Dr. Robson Rodrigues Gomes Filho (PPGHIS/UEG), conduzindo o diálogo e a interação com o público.

Integrando a programação da manhã, a mesa-redonda reforça o intercâmbio acadêmico internacional e convida estudantes, pesquisadoras, pesquisadores e demais interessados a refletirem sobre os caminhos, desafios e possibilidades da pesquisa histórica na atualidade.

Expositores(as):
:: Dr. Jorge Pedro Sgrazzutti (Universidade Nacional de Rosário)
:: Dra. Silvia Graciela Simonassi (Universidade Nacional de Rosário)
:: Dr. Mario Glück (Universidade Nacional de Rosário)
Mediação: : Dr. Robson Rodrigues Gomes Filho (PPGHIS/UEG)
Data: Quarta, 03/09 as 08h30


Jorge Pedro Sgrazzutti é Professor Titular de Historia de Europa IV Facultad de Humanidades y Artes UNR - Universidade Nacional de Rosario.




Silvia Simonassi é Doctora en Humanidades con Mención en Historia por la Universidad Nacional de Ro-sario (UNR), Magister en Ciencia Política y Sociología (FLACSO) y Profesora en His-toria (UNR). Profesora Titular en las carreras de Historia y Antropología de la UNR. Investigadora por la UNR en el ISHIR/CONICET-UNR y responsable de la Línea de investigación Historia y Antropología Social de los Trabajadores. Ha publicado compi-laciones, capítulos de libro y artículos en revistas científicas sobre temas de historia empresarial, de la industria y de la clase trabajadora del Gran Rosario.




Mario Glück é pesquisador e docente na UNR - Universidade Nacional de Rosario.




Robson Rodrigues Gomes Filho possui graduação em História pela Universidade Estadual de Goiás (2009), mestrado em História pela Universidade Federal de Ouro Preto (2012) e doutorado em História em regime de dupla titulação pela Universidade Federal Fluminense e pela Katholische Universität Eichstätt-Ingolstadt (Alemanha). Tem pós-doutorado em Ciências da Religião pela Pontifícia Universidade Católica de Goiás. Foi bolsista do Deutscher Akademischer Austauschdienst (DAAD) de estadias de pesquisa na Katholische Universität Eichstätt-Ingolstadt (Alemanha) entre 2022 e 2023 e em 2026 na Münster Universität. É vencedor do Prêmio Leila Marrach de melhor tese de doutorado, concedido pela Associação Brasileira de História das Religiões (ABHR) em 2019. É membro pesquisador da Rede de Pesquisa História e Catolicismo no Mundo Contemporâneo e coordenador do Laboratório de Pesquisa em Religiões e Modernidades (LAPREM). É professor efetivo do curso de História e do Programa de Pós-Graduação em História (PPGHIS) da Universidade Estadual de Goiás, do qual atualmente é coordenador. É autor de ''Carisma, legitimidade e dominação religiosa: Santa Dica e a congregação redentorista em Goiás'' (2016), ''Kulturkampf: a Igreja Católica e a construção da modernidade e da nação alemã no século XIX'' (2019) e ''Padre Pelágio Sauter: uma biografia histórica'' (2023). Tem experiência em pesquisa e publicações na área de História, com ênfase em História das religiões e História regional, atuando principalmente nos seguintes temas: Brasil e Goiás na Primeira República, história e sociologia da religião, história da Igreja Católica no Brasil e na Alemanha, Mística Feminina, Romantismo alemão, ordens e congregações religiosas católicas e movimentos messiânicos/milenaristas.









Aulas-show História Pública e Música


A aula-show “História Pública e Música” propõe uma experiência que articula arte, memória e conhecimento histórico, promovendo reflexões sobre a formação da identidade cultural brasileira por meio da música popular. Ao aproximar pesquisa acadêmica e expressão artística, a atividade convida o público a pensar a música como linguagem histórica, espaço de sociabilidade e forma de interpretação da experiência social brasileira.

O programa será composto por três apresentações temáticas. Em “Pixinguinha no Bar Gouvea: Tradição Sociomusical de Tempos Antigos na Cidade do Rio de Janeiro”, o Prof. Dr. Leonardo Santana da Silva (Membro Titular da Academia Carioca de Letras e pós-doutorando em História pela UFF) realizará uma performance com violoncelo. Na sequência, o Dr. Eduardo Kolody (UFES e UNICAMP/CIDDIC) apresentará “Desenvolvimento da Música Popular Brasileira a partir dos Anos 1950”, utilizando performance em Compact Disc Jockey (CDJ). Encerrando as apresentações, o Dr. Marco Túlio Ferreira da Costa (UFC) conduzirá “A Harmonia Europeia Tropicalizada”, acompanhado de violão.

A mediação será realizada por Manoel Gustavo de Souza Neto (PPGHIS/UEG), responsável por conduzir o diálogo entre os convidados e o público. Integrando a programação noturna do evento, a aula-show reafirma o caráter interdisciplinar da História Pública, unindo sensibilidade estética, reflexão historiográfica e práticas musicais em uma experiência de diálogo entre História, cultura e arte.


ALS01 | Rabeca serteneja

Expositores(as):
Maísa Arantes (Musicista) e Marcelo Neder (violonista)
Apresentação artística: Violão, Voz, rabeca e pífanos
Data: Quarta, 02/09 as 19h00


Maísa Arantes é cantora, compositora, rabequeira, pifeira e arranjadora. Formada em Música pela e UnB e Arranjo pela Escola de Música de Brasília, a artista lançou diversos trabalhos, como o EP Peripécia Brasileira (2022). Em seguida lançou o single Elixir do Amor (2023) e o e-songbook "Outros Sertões - cancioneiro Pé-de-serra"(2023) com composições suas e de Marcelo Neder. Em 2024 foi a vez de lançar o videoclipe com a música Surforró em parceria com o Trio Samburá -RJ. Participou dos grupos Mestre Zé do Pife e as Juvelinas (2006), Chinelo de Couro (2012) e Forró do B (2016). Foi campeã por quatro vezes com a Quadrilha Junina Arroxa o Nó, do Paranoá (DF). Como pesquisadora, realizou a pesquisa Rabeca Sertaneja (2020) pelo Centro-Oeste. Fundou a Orquestra de Rabecas do Cerrado (2024), onde atua como diretora artística e musical. Em 2025 apresentou-se em turnê pelos SESCs no estado do Rio de Janeiro, São Paulo e DF. Participou de festivais pelo Piauí e Ceará. Compôs trilha sonora pros filmes “ A Maldição do Mamulengo “ (2026) e “As Filhas do Brasil” (2026). Em 2026, a artista lança o novo álbum independente “Baile da Maisinha” com dez músicas inéditas.




Marcelo Neder é violonista, compositor e historiador carioca radicado no DF. Foi aprendiz do violonista Marcos Alves (Quarteto Maogani). Participou por dez anos das Oficinas do maestro Itiberê Zwarg (2003-2013), performando na gravação de dois álbuns: "No Caminho da Paz" (2006) e "Que nem o mundo" (2013). Atua regularmente como professor particular de música desde 2005. Em 2019, sua composição "Manequim" foi gravada no álbum "Livro de Cabeceira" (2019), por Jonas Hocherman Septeto. Em 2020, lançou com o grupo Forró do B o álbum "Olho da Rua", performando como violonista algumas composições de sua autoria. Em 2022, atuou na produção do álbum "Peripécia Brasileira", de Maísa Arantes, dividindo a direção musical e arranjos com a mesma. Integrou a equipe de pesquisa Rabeca Sertaneja, dedicada ao mapeamento de mestres e tocadores de rabeca no centro-oeste. Em 2023, lançou em parceria com Maísa Arantes o e-songbook “Outros Sertões: cancioneiro pé-de-serra” com o registro de vinte composições originais da dupla. Atua como violonista na Orquestra de Rabecas do Cerrado, no Duo Outros Sertões e na Quadrilha Junina Arroxa o Nó (Paranoá/DF). Em 2024, lançou em parceria com o coletivo Maísa Arantes & Trio Samburá o videoclipe “Surforró”. Em 2025, em parceria com a cantora Tâmara Terra (RJ) e com o Grupo cAis, lançou o single “Margem”. Marcelo integra o Baile da Maisinha, com quem vem realizando apresentações em diferentes cidades do Brasil.




ALS02 | “Desenvolvimento da Música Popular Brasileira a partir dos anos 1950”

Expositores(as):
Dr. Eduardo Kolody (UFES; UNICAMP)
Apresentação artística (instrumento): CDJ
Data: Quarta, 02/09 as 19h00


Eduardo Kolody é bacharel em História pela UnB - Universidade de Brasília. Durante a graduação foi contemplado por bolsa PIBIC no projeto 'Entorno que Transborda', realizado em parceira com o IPHAN onde foi fotógrafo, publicado em livro homônimo patrocinado pela PETROBRAS e republicado na Revista de História da Biblioteca Nacional. É licenciado em História pela UnB e licenciado em Música pela faculdade Claretiano, onde também possui especialização em História da Arte. É Mestre em História pela UnB (2009) sob a orientação da Prof. Dr Eleonora Zicari Costa de Brito, pesquisando a participação do grupo musical Os Mutantes na constituição estética da Tropicália e a formação das identidades a partir da contracultura. Na ocasião, foi bolsista CNPq. Aprofundou seus estudos analisando o Manifesto Música Nova e a importância de alguns de seus signatários na composição das Música Popular Brasileira a partir dos anos 1960, que foi seu tema de doutoramento, também realizado na UnB e concluído em 2017. Na ocasião, foi bolsista CAPES. Foi professor na UEG e na pós-graduação do CEUB. Participou da fundação do IPEARTES (Instituto de Pesquisa, Ensino e Extensão em Arte/Educação e Tecnologias Sustentáveis), projeto modelo de implantação das ODS no Brasil pela ONU. Produtor cultural, possui inúmeros trabalhos com artistas de diversas áreas como Música, Audiovisual, Arte e Tecnologia, Performance, Literatura e Engenharia de Áudio. É pesquisador colaborador da UNICAMP, com pesquisa no acervo do CIDDIC/CDMC. Realizou o inventariamento do acervo da escritora Helena Kolody, criando também seu site e museu virtual. Editou dois livros da autora, sendo um livro póstumo e inédito (Appassionata), descoberto no acervo.




ALS03 | “A harmonia europeia tropicalizada”

Expositores(as):
Dr. Marco Túlio (UFC)
Apresentação artística (instrumento): violão
Mediação: Dr. Manoel Gustavo de Souza Neto (PPGHIS/UEG)
Data: Quarta, 02/09 as 19h00


Marco Túlio é violonista, pesquisador e professor do Curso de Licenciatura em Música da Universidade Federal do Ceará e no Programa de Mestrado Profissional em Artes – Prof-Artes/UFC. Ao longo de sua trajetória, construiu uma carreira marcada pela dedicação ao violão, ao ensino musical e à valorização da música brasileira.
Formou-se em Licenciatura em Música pela Universidade Estadual do Ceará em 1989 e concluiu os estudos em Teoria Musical no Conservatório de Música Alberto Nepomuceno em 1987. Mais tarde, ampliou sua formação acadêmica com o mestrado em Performance Certificate pela Northern Illinois University, em 2004, e o doutorado em Educação Brasileira pela UFC, concluído em 2010.
É autor do livro Para o Violão Popular, lançado em 1995 e relançado em 2007. Nesse mesmo ano, 2007, realizou a revisão musical das obras 14 Peças e Estudos, Peças e Arranjos, do violonista cearense, Nonato Luiz. Em 2017, publicou O Violão Clube do Ceará: os feiticeiros da melodia, livro resultante de sua pesquisa de doutorado e importante contribuição para a memória do violão cearense.
Em 2015, apresentou workshop na Université du Québec à Montréal, durante o Simpósio Internacional em Música, realizado em Montreal. Em 2017 e 2018, ministrou masterclass no Jazz Masterclass do Departamento de Jazz da Universidade de Toronto. No ano de 2018, atuou como Professor Visitante na Universidade de Toronto e, nesse período, gravou o álbum Talismã, ao lado do vibrafonista Mark Duggan, professor da Universidade de Toronto e músico da Orquestra de Toronto.
Na universidade, sempre esteve ligado a projetos que aproximam a formação acadêmica da prática artística. Coordenou iniciativas como o Quarteto de Violões UFC, o Projeto Choro Acadêmico e o Programa de Incentivo à Docência (PID), contribuindo diretamente para a formação de novos músicos estudantes. Também exerceu funções de gestão acadêmica, sendo coordenador do Curso de Licenciatura em Música entre 2016 e 2019 e diretor do Instituto de Cultura e Arte da UFC entre 2019 e 2022.
Atualmente, segue desenvolvendo arranjos para violão, preparando novas publicações e realizando concertos em diferentes espaços culturais, compartilhando com o público a experiência acumulada em anos de dedicação ao instrumento e à música brasileira.




Manoel Gustavo de Souza Neto é graduado em História pela Universidade Federal de Goiás (2005), instituição onde realizou também pesquisas de mestrado (2008) e doutorado (2015), sempre em torno de Walter Benjamin e sua concepção de História. Entre 2014 e 2015 foi bolsista PDSE-CAPES na Faculdade de Letras da Universidade Clássica de Lisboa, sob orientação da Prof Dr. Maria João Cantinho, ocasião em que realizou pesquisas no Walter Benjamin Archive, da Akademie der Kunst de Berlim. Professor efetivo de Teoria e Metodologia da História na Universidade Estadual de Goiás, onde pesquisa as relações entre História e Pós-Modernidade, coordena ainda o Núcleo de Estudos em Teoria da História (NETH) da UEG e o projeto Teoria na Rede, ligado à PRE-UEG. Atua ainda como Editor Executivo da Revista de Teoria da História do PPGH-UFG. Suas principais áreas de atuação são a Teoria da História e a História da Historiografia, bem como a interface História/Cibercultura. Na gestão universitária atua como Coordenador Setorial do Curso de História em sua modalidade EaD, no CEAR/UEG. É membro dos seguintes grupos de pesquisa ligados ao CNPq: Vestindo o Passado. Atualismo e usos da história pelo bolsonarismo (2018- 2022); Contornos Materiais e Conceituais do Atualismo; Memória e Relações de Poder.














Minicursos


Confira abaixo os minicursos que serão ministrados nesta edição do evento. A matricula deve ser feita na plataforma web de gestão de informação do evento. Clique aqui.




CUR01 | Diabo e possessões demoníacas na História

Robson Rodrigues Gomes Filho (UEG)
O fenômeno das possessões demoníacas na história do Ocidente cristão perpassa tanto a esfera cultural (frequentemente marcada pelo medo) quanto a social, especialmente quando o pensamos sob o prisma da História. Este minicurso analisa a construção histórica das representações do diabo e o fenômeno das possessões demoníacas. A abordagem fundamenta-se na História das Mentalidades e das Representações, estabelecendo análises comparativas entre casos famosos da Era Moderna, como os processos de Loudun, e manifestações contemporâneas, com destaque para o caso de Anelise Michael, na Alemanha do pós-guerra. Objetiva-se discutir o papel do medo, do sagrado e das tensões institucionais na configuração do imaginário demonológico sob uma perspectiva estritamente acadêmica e científica.



CUR02 | Lima Barreto, Intérprete do Brasil

Renato Dias de Souza (UEG)
Neste minicurso discutiremos — a partir das suas concepções sobre a sociedade brasileira e dos elementos que aponta acerca da história do Brasil — a interpretação de Lima Barreto quanto a esse país e as relações sociais e políticas fundamentais que o constitui. No primeiro momento, apreenderemos a história inintencional do Brasil presente na obra literária de Lima Barreto e, em geral, em suas intervenções públicas, bem como, seu pensamento social acerca do país. No segundo, identificaremos o lugar desse intelectual no pensamento social e historiográfico brasileiro, considerando um conjunto significativo de autores que pensaram o Brasil e sua história, ao longo do tempo, e as semelhanças e diferenças entre esses. Finalmente, em um terceiro momento, passaremos a uma sociologia das interpretações acerca da obra desse intelectual considerando, ainda, as implicações políticas e culturais dessas interpretações na contemporaneidade.


CUR03 | As hierarquias da escravidão vista pelo aporte teórico-metodológico..,

Juliano Tiago Viana de PAULA (IFMG Ouro Preto)
O minicurso que ora se apresenta, pretende discutir algumas das possibilidades que o aporte teórico-metodológico da micro-história italiana fornece aos pesquisadores da escravidão no Brasil. Para isto, selecionamos algumas trajetórias que puderam ser mais bem documentadas, tendo como foco dessa experimentação a Vila Sul Mineira de Baependi. Para o desenvolvimento desta analise, intercruzaremos os bancos de dados paroquiais e cartoriais para constituir a trajetória social de distintos escravos e libertos tomando como base suas escolhas e estrategiais de vida. Neste sentido, iremos apontar, como a diminuição da escala de análise e a busca pelo nome de um mesmo indivíduo em diferentes fontes, podem revelar estruturas sociais diferentes e imperceptíveis a um estudo macro, o que também têm implicações teóricas para o entendimento do processo escravista como um todo.


CUR04 | Elaboração de Projeto de Pesquisa para o Mestrado

Luciana Pedroze (UEG)
O minicurso Elaboração de Projeto de Pesquisa para o Mestrado: Orientações teóricas e metodológicas para processos seletivos de pós-graduação tem como objetivo orientar estudantes de graduação, egressos e demais interessados em ingressar em programas de pós-graduação stricto sensu, oferecendo subsídios teóricos e metodológicos para a construção de projetos de pesquisa consistentes e alinhados às exigências dos processos seletivos de mestrado. A proposta busca contribuir para a formação acadêmica dos participantes, promovendo a compreensão das etapas fundamentais que compõem um projeto de pesquisa científica.Durante o minicurso, serão abordados aspectos essenciais da elaboração de projetos, tais como a definição e delimitação do tema de pesquisa, a formulação do problema e das hipóteses, a construção dos objetivos geral e específicos, a elaboração da justificativa, a organização do referencial teórico e a escolha dos procedimentos metodológicos adequados. Além disso, serão discutidas estratégias para a redação acadêmica, a estruturação do cronograma de execução e a adequação do projeto às linhas de pesquisa dos programas de pós-graduação.A atividade será conduzida por Luciana Sérgio da Silva Guimarães egressa do Programa de Mestrado Profissional em Estudos Culturais, Memórias e Patrimônio (PROMEP/UEG); Gustavo Silva Ribeiro Assis, egresso do Programa de Pós-Graduação em História (PPGHIS/UEG) e doutorando em História pela UFG; e Fernando Martins dos Santos, egresso do Programa de Pós-Graduação em Territórios e Expressões Culturais no Cerrado (PPGTECCER/UEG) e doutor em História pela UFG.Integrando as ações formativas do evento, o minicurso pretende fortalecer a cultura da pesquisa científica, estimular a continuidade da formação acadêmica e contribuir para a consolidação de trajetórias investigativas vinculadas aos programas de pós-graduação e às diferentes áreas do conhecimento.



CUR05 | Era dos Festivais

José Francisco Monteiro (UEG)
O minicurso propõe analisar as relações entre música, televisão e política no Brasil durante a conturbada década de 1960, período marcado pela instauração do regime militar após o Golpe de 1964. Nesse contexto, observa-se a crescente popularização da televisão, que progressivamente substituiu o rádio como principal meio de difusão cultural, especialmente por meio de programas musicais como Fino da Bossa, Bossaudade e Jovem Guarda. Tais programas contribuíram para a consolidação de novos formatos de consumo musical e para a ampliação do alcance da música popular brasileira.

Paralelamente, emergem os festivais da canção, que se destacam como fenômenos centrais no cenário televisivo e cultural da época. Com uma linguagem cênica híbrida, esses eventos articulavam apresentações musicais, manifestações políticas e participação ativa do público, configurando-se como espaços de intensa mobilização simbólica. A chamada Era dos Festivais, compreendida entre 1965 e 1972, promoveu uma significativa renovação do campo musical, impulsionando o surgimento de novos compositores, letristas e intérpretes, além de incentivar a experimentação estética e a diversidade de ritmos e influências.

Esse período foi fundamental para a consolidação da Música Popular Brasileira (MPB) como um conceito cultural e mercadológico, estabelecendo um novo mainstream musical e ampliando o cancioneiro nacional. Ao mesmo tempo, os festivais contribuíram para a formação de um novo público consumidor, caracterizado por seu perfil urbano, moderno e de classe média, profundamente conectado às transformações culturais e políticas do período.

Além de seu impacto artístico e mercadológico, os festivais desempenharam papel relevante como espaços de difusão ideológica, nos quais se evidenciavam tensões e disputas entre diferentes posicionamentos políticos, especialmente entre setores de esquerda e o regime militar vigente. Com forte caráter multicultural e mediado pela televisão, esses eventos também favoreceram processos de circulação e internacionalização da música brasileira, inserindo-a em dinâmicas globais.

Dessa forma, o minicurso busca compreender os festivais da canção como fenômenos complexos, situados na intersecção entre cultura, política e mídia, evidenciando seu papel na redefinição da música popular e na construção de novas sensibilidades e práticas culturais no Brasil.


CUR06 | Inteligência Artificial e Gamificação na Produção e Divulgação do...

Hosana De Queiroz Mariano (UEG)
Fabieane Regina Geraldes Moreira Marques (UEG)
Rita De Cassia Da Costa Sousa Almeida (UEG)
Este minicurso propõe a reflexão crítica e a aplicação de tecnologias digitais contemporâneas na produção e divulgação do conhecimento histórico no século XXI, considerando as transformações advindas da cultura digital e seus impactos nas práticas de ensino e aprendizagem. Parte-se do pressuposto de que a incorporação de ferramentas tecnológicas pode potencializar processos de organização, análise e comunicação do conhecimento histórico, ampliando possibilidades metodológicas no campo educacional. Nesse contexto, serão abordadas ferramentas de inteligência artificial, como o NotebookLM, que facilitará o estudo ao auxiliar na organização de conteúdos, na análise de fontes e na construção de mapas mentais, favorecendo a sistematização e a compreensão dos temas históricos. Além disso, serão exploradas plataformas de gamificação, como o Educaplay, que possibilitam a aplicação dos conteúdos por meio de jogos interativos já estruturados, nos quais o professor pode inserir o conteúdo de forma dinâmica, promovendo maior engajamento e participação dos estudantes. O minicurso articula fundamentos teóricos relacionados às tecnologias digitais na educação com práticas orientadas, promovendo a integração entre teoria e prática. A proposta adota uma abordagem formativa e participativa, incentivando os participantes a desenvolverem estratégias didático-metodológicas aplicáveis ao ensino e à comunicação do conhecimento histórico em diferentes contextos educacionais. Destina-se a estudantes, professores e pesquisadores da área de História e campos afins, bem como a profissionais da educação interessados na incorporação de tecnologias digitais em suas práticas pedagógicas. Ao final, espera-se que os participantes sejam capazes de compreender criticamente o uso dessas ferramentas e elaborar propostas que contribuam para a inovação pedagógica, potencializando o ensino de História e ampliando as formas de difusão do conhecimento em ambientes digitais.


CUR07 | LIVRO, LEITURA E ANTIRRACISMO: AS LITERATURAS AFRO-BRASILEIRA E PERIFÉRICAS

Jucelino de Sales (UEG)
Jhenifer Emanuely Rodrigues dos Santos (Seduc-GO)
É interessante refletir sobre os percursos literários, históricos, sociológicos e ideológicos que circundam a experiência negra no Brasil, dentre os quais o movimento negro, a guinada das literaturas afrodiaspóricas, e o levante das literaturas marginais e periféricas para se constituírem como propostas e ideários contraproducentes ao sistema de pensamento que vigorava na primeira metade do século XX, densamente associado ao prisma positivista com refugo no determinismo biológico, no darwinismo social, na política de eugenia e seus derivativos, bem como sua postura dilatada para o falso dilema do homem cordial e da democracia racial. A constituição e retroalimentação dessa ampla coletividade em defesa da experiência negra no Brasil dialoga direta e marcadamente com a luta social de enfrentamento do racismo e de todas as formas de preconceitos que atingem o povo negro tanto naquela conjuntura, quanto, e embora com outras facetas, na sociedade atual.

Nessa vertigem de reconstrução em que se insere o debate sobre o fenômeno literário, as literaturas e oralituras afrodescendentes, como também as literaturas marginais e periféricas comportam um limiar produtivo de manifestações estéticas irradiadas com os desdobramentos de uma deriva de insatisfações, questionamentos e denúncias desencadeadas ao longo do século XX e consolidadas no limiar do século XXI. Nas margens contemporâneas convergem postulações pós-coloniais como as direcionadas contra os regimes de verdades com posições retrógradas, na deriva das ponderações do filósofo camaronês Achile Mbembe, que ao discernir as estratégias de encaixamento impostas ao sujeito racial, discerne que o cálculo maquinal de racismo “consiste naquilo que se consola odiando, manejando o terror, praticando o alterocídio [...]” (2018, p. 27).

Num horizonte de deriva contraposto a esse fascista cálculo maquinal de alterocídio perverso, o minicurso possui como campo de contingência um tratamento intertextual de questões que envolvem o fenômeno literário, na perspectiva de uma defesa política do livro e da leitura, a partir das literaturas afrodiaspóricas, e das literaturas marginais e periféricas que elencam numa visão holística o modus operandi das relações literárias como práticas antirracistas que nas relações histórico-sociais arranjam o literário e os elementos que o distingue.

Este minicurso pretende valorizar as múltiplas temporalidades e experiências de saber que possibilitam o reposicionamento de subjetividades afrodescendentes e periféricas no campo social do livro, da leitura e das literaturas. Em vez de retroalimentar conhecimentos pautados na história única, a proposta é escurecer (numa refuta e deposição do “clarificar”), isto é, fortalecer narrativas e epistemologias outrora alijadas dos currículos escolares e que nos dias atuais, graças à legislação que inclui os conteúdos afroindígenas, passam a ter vez, voz e visibilidade. Com o foco na produção literária afrodescendente contemporânea no contexto ampliado – narrações e tradições populares, literaruas periféricas, batalhas de rima, slams, duelos de mc’s, escrevivências literárias, oralituras – o minicurso visa desenvolver abordagem articulada por tecnologias ancestrais como a Memória, as Oralidades e as Manifestações Performáticas que trazem consigo elementos musicais, teatrais, literários e filosóficos. O minicurso proporá, como letramento racial literário, a produção de uma mini-cartilha literária antirracista.


CUR08 | O sujeito enquanto pretexto: João Gabriel Baptista (1920 – 2010) e a biografia...

Marcus Pierre de Carvalho Baptista (UEG)
O texto de cunho biográfico não se trata de um gênero recente, sendo possível encontrar diversas produções deste tipo ao longo do tempo, desde a Antiguidade até o tempo presente. Evidentemente, produções que atendiam às demandas dos sujeitos de sua época, possuindo modos próprios de escrever, objetivos e justificativas mediante o lugar social ocupado por aqueles que teciam estas narrativas.

Para este minicurso nos interessa as novas possibilidades que se descortinam para o historiador ao pensarmos as produções de biografias que vêm sendo realizadas nas últimas décadas, haja visto que a partir da segunda metade do século XX houve uma retomada dos estudos biográficos na historiografia através de novos questionamentos, especialmente no tocante a como o indivíduo permite compreender o coletivo, isto é, de que forma a sociedade influencia o sujeito, tanto em suas práticas sociais como em seu imaginário, bem como as maneiras empregadas pelos indivíduos para resistir ao que lhe é imposto ou mesmo como este se torna uma figura desviante em determinados contextos sócio-históricos.

Assim, ao historiador, no que se refere ao texto biográfico, é preciso estar atento para não se produzir uma perspectiva de uma suposta linearidade na trajetória dos sujeitos legitimando uma ideia de que este saberia os caminhos que iria percorrer do início ao fim de sua vida. É necessário o cuidado para se refletir sobre trajetórias assinaladas por fraturas, contendas, contradições, (des) continuidades, incertezas, marcadas por múltiplas identidades que o indivíduo constrói e (re) figura ao longo de suas experiências e dos grupos os quais se insere.

Estas considerações são pertinentes para que não se limite a vida de alguém a sua trajetória profissional, evidenciando suas relações pessoais, os grupos que se inseriu, as sociabilidades constituídas, as desavenças e desafetos produzidos, evitando-se a produção de uma narrativa laudatória pautada no suposto “sucesso” que a pessoa teria tido em vida ou mesmo que pensar a biografia de alguém só seria relevante caso esta tivesse sucedido em algo considerado pertinente/relevante pela sociedade.

Para este minicurso, então, propomos pensar a biografia enquanto um campo de estudos e escrita possível para o historiador a partir de um personagem específico, o professor João Gabriel Baptista (1920 – 2010). Engenheiro, Geógrafo, Historiador, Pai, Marido, Intelectual, Amigo, Professor, João Gabriel Baptista ficou imortalizado em Teresina (PI) enquanto professor de Geografia da Universidade Federal do Piauí. Pesquisar sua trajetória, no entanto, permite-nos (re) pensar o coletivo a partir do singular, tomando o sujeito enquanto pretexto para se discutir um contexto.

O estudo da biografia, deste modo, longe de ser um campo esgotado, torna-se em realidade um espaço profícuo aberto a novos questionamentos e reflexões, e permite ao historiador procurar o contraditório, as diferenças, os conflitos, o heterogêneo, em detrimento de narrativas que buscavam a generalização ou homogeneização das experiências humanas, sendo que para este minicurso nossa proposta se pauta em refletir sobre isto a partir do estudo biográfico de João Gabriel Baptista.


CUR09 | UEG e a Epistemologia dos Métodos de Pesquisa Contemporâneos

Líbia Raquel Gomes Vicente Ribeiro (UEG)
Ronaldo Rodrigues da Silva (UEG)
Thaymon Yuri Peres Cardoso (UEG)
O presente minicurso propõe uma experiência formativa interdisciplinar que integra dois campos do saber historicamente separados, as Humanidades e as Ciências Exatas, em torno de uma questão central: Como se produz conhecimento científico rigoroso no século XXI?

A proposta estrutura-se em dois eixos complementares, conduzidos por uma equipe que representa, ela mesma, a interdisciplinaridade que se propõe ensinar.

O primeiro eixo, ancorado na Educação e na História, estabelece a base epistemológica do minicurso. Parte-se da compreensão de que pesquisar não é apenas coletar dados, é situar-se num campo de disputas teóricas, políticas e institucionais. Nesse sentido, serão abordados os fundamentos da epistemologia enquanto disciplina, os debates historiográficos contemporâneos sobre produção e validação do conhecimento, o contexto político que molda as instituições acadêmicas brasileiras e globais, e os princípios pedagógicos que orientam práticas de pesquisa crítica e reflexiva. O objetivo é que o participante compreenda não apenas o como pesquisar, mas o por que e o para quem perguntar.

O segundo eixo, ancorado na Física e nas Ciências STEAM, introduz o rigor metodológico científico e sua aplicabilidade crescente nas humanidades. São apresentadas ferramentas computacionais e técnicas de inteligência artificial efetivamente utilizadas nas principais universidades e indústrias do mundo, com demonstrações práticas voltadas ao contexto da pesquisa histórica e educacional. O pensamento quantitativo é trabalhado não como substituto do olhar crítico humanístico, mas como seu complemento — ampliando o alcance investigativo do pesquisador sem abrir mão da profundidade interpretativa.

A integração entre os dois eixos constitui o núcleo formativo do minicurso. Ao articular epistemologia, historiografia e pedagogia com métodos científicos, ferramentas digitais e inteligência artificial, o minicurso oferece ao participante um fluxo completo e aplicado de pesquisa contemporânea da formulação, e do problema à análise e comunicação dos resultados.

Destinado a estudantes de graduação, pós-graduação e pesquisadores em formação, o minicurso não exige conhecimentos prévios em tecnologia ou programação. Exige, sim, disposição para pensar além das fronteiras disciplinares e encarar a pesquisa como prática viva, situada e transformadora.






Organização e Apoio


Confira abaixo as pessoas que compôem a equipe de organziçaõ desta próxima edição do V Simpósio Internacional de História da UEG




COORDENAÇÃO GERAL

Dra. Michelle dos Santos (PPGHIS/UEG)
Dr. Thiago Henrique Costa Silva (PPGHIS/UEG)
Dr. Marcelo Rodrigues dos Reis (UEG)

COMISSÃO ORGANIZADORA

Dr. Eduardo Gusmão de Quadros (PROMEP/UEG)
Dr. Victor Passuello (PPGHIS/UEG)
Dr. Robson Rodrigues Gomes Filho (PPGHIS/UEG)
Dr. João Paulo de Paula Silveira (PPGHIS/UEG)
Dr. Eliézer Cardoso de Oliveira (TECCER/UEG)
Dr. Renato Dias de Souza (UEG)
Dr. José Fernando Saroba Monteiro (Seduc-GO)
Dra. Maria Izabel Machado (PPGDH-UFG)
Dra. Thayza Alves Matos (UNM – Estados Unidos)
Dr. Jorge Pedro Sgrazzutti (Universidad Nacional de Rosário - Argentina)
Janaína Faustino (Coletivo Itiquira – Meio Ambiente, Memória e Justiça Social)

COMITÊ CIENTÍFICO

Dra. Susane Rodrigues de Oliveira (PPGHIS-UnB)
Dr. Daniel Barbosa Andrade de Faria (PPGHIS-UnB)
Dr. Marcos Vinicius Ribeiro (PPGHIS/UEG)
Dra. Luciana de Souza Ramos (PPGHIS/UEG)
Dr. Tiago Vieira (PPGHIS/UEG)
Dr. Neemias Oliveira da Silva (PROMEP/UEG)
Dra. Isabella Christina da Mota Bolfarini (TECCER/UEG)
Dra. Kaithy das Chagas Oliveira (IFG – Formosa)
Dra. Cristiane de Assis Portela (PPG PCTs UnB/MESPT)
Dra. Ana Carolina Barbosa Pereira (PPGH/UFBA)
Dr. Leandro Santos Bulhões de Jesus (PPGH-UFC, ProfHistoria-UFC e Diretor da Casa José de Alencar)
Dr. Luiz Henrique de Azevedo Borges (IPHAN-DF)
Dr. Gabriel Horacio Galvan (Universidad Nacional de Córdoba – Argentina)
Dra. Renata Agnieska Siuda-Ambroziak (Universidade de Varsóvia)
Dr. João da Cruz Gonçalves Neto (PPGIDH/UFG)
Dra. Luciana Ramos Jordão (PPGDA/UFG)
Dra. Vilma de Fátima Machado (PPGIDH/UFG)
Dr. Thiago Lenine Tito Tolentino (UFU)
Dr. Eduardo Alexandre Chiziane (UEM – Moçambique)
Dra. Valentina Pereira Arena (Universidad Católica del Uruguay)

EQUIPE TÉCNICA

Me. Juliano de Almeida Pirajá
Coordenador do Câmpus Nordeste
E-mail institucional: campus.nordeste@ueg.br

Daniela Pereira de Andrade
Técnica de Informática do Câmpus Nordeste
E-mail institucional: informatica.formosa@ueg.br

Flávia Aparecida
Analista do Câmpus Nordeste
E-mail institucional: administracao.formosa@ueg.br

Dr. Eleandro Adir Philippsen
Coordenador pedagógico do Câmpus Nordeste
E-mail institucional: coord.pedagogica.formosa@ueg.br

Marília de Araújo Dantas
Bibliotecária do Câmpus Nordeste
E-mail institucional: biblioteca.formosa@ueg.br

Irineto Lopes
Técnico administrativo do Câmpus Nordeste
E-mail institucional: administracao.formosa@ueg.br






Realização

Confira aqui as instituições que suportam a quinta edição do V Simpósio Internacional de História da UEG.






Opções de Hospedagem e Restaurantes

A comissão organizadora conseguiu um MAPA INTERATIVO da cidade de Formosa. Você vai conseguir conhecer as opções de restaurantes, hospedagem e lugares para visitar durante sua estadia na cidade. Visite o link https://alqmap.com.br/formosa

Fale Conosco

Para dúvidas gerais ou se você gostaria de falar com a secretaria do evento basta utilizar o formulário de contato logo abaixo. Se você tem alguma dúvida técnica sobre a utilização do SISGEENCO acesse a plataforma e abra um chamado para a equipe de suporte técnico.

Informações de Contato

V Simpósio Internacional de História da UEG
Fale com a secretaria do evento
Dúvidas gerais